
1 minuto depois …

E não se esqueça de usar sapatos confortáveis ...
Por Alana Santos

Jornalismo diferente: a utopia das universidades. “Vamos fazer o diferente pessoal!” é uma ótima frase para tentar ser o diferente. Agora, vamos analisar os formandos. Quantos desistiram da profissão? Quantos estão trabalhando nos jornais locais etc etc? (quem é aluno tem noção)
O diferente é bom dentro das universidades, onde a gente pode fazer o que quiser: fugir do lead, usar um estilo literário, ter uma opinião própria (se é que é possível), filmar por outro ângulo …
Mas não na TV, no Rádio, no Impresso …
O problema não é tentar ser diferente, o problema é que o público não é diferente. Odeia mudanças, odeia pensar, pesquisar … E a gente segue as tendências, as novas modinhas do tempo da vovó, os mesmos entrevistados “cults”, o mesmo blá blá blá. Porque o novo surge sem público, continua sem por uns 4 meses, depois começa a jogar algumas propagandazinhas e pronto: subiu mais 1 ponto na audiência.

E qual é a solução:
reinvindicar o diploma? continuar debatendo em trocentos congressos de comunicação? fazer uma chacina?
escrever em blogs?
colocar uma crítica individual implícita em uma matéria e ser despedido depois?
Não. O negócio é começar a formar jornalistas no ensino fundamental.
Se fosse assim, não seria preciso criar desculpas sobre a necessidade de um diploma.

O que você acha? Comente aí e faça a diferença.
Por Fabíola Abess
Padre, médico e escritor, François Rabelais representa a literatura renascentista de forma pouco convencional, une o popular e erudito no mesmo espaço. ‘Carnaval Rabelais’, peça da temporada 2009 do Teatro Experimental do Sesc – TESC, tem como nome homônimo, o escritor francês que em obras como Gargantua, reúne lendas populares, farsas, contos indecentes e citações de obras clássicas.
A obra tem como Rabelais narrador e personagem, que abre a peça durante uma terça-feira de carnaval no bar Renascentista, que sem ter como pagar uma dívida de jogo, resolve contar uma história. A peça inicia com o nascimento do gigante Gargantua que se aventura desde os primeiros anos de vida, até ser enviado para a ‘Paris dos Trópicos’ a fim de concluir os estudos.
É possível identificar elementos da comédia brasileira, comum no teatro de revista e encenado por artistas como Oscarito e Dercy Gonçalves, que tinha como características principais a apresentação de números musicais com apelo à sensualidade e a comédia leve com críticas sociais e políticas.
As letras falam sobre liberdade de expressão e crítica de costumes, retrato da aristocracia local, os atores interagem rapidamente com o público por meio de insights, que revisitam os últimos escândalos ocorridos na cidade de Manaus. Assim como o escárnio em geral, ‘’Tudo é só mercadoria…/ Lá vai partir a caravana educacional/ …já perdi muitas coisas por dizer e escrever o que quero…/ o dinheiro é o Deus do nosso tempo…trouxeram a desordem para o meu coração…/ Final feliz é tarefa de casa para cada um [...]’’.
Com dramaturgia de Márcio Souza e 14 músicas escritas por Aldísio Filgueiras, cantadas ao vivo pelo próprio elenco. ‘Carnaval Rabelais’ é um carnaval de acontecimentos rápidos, que em face da rapidez, o público por pouco não se dá conta de quando o final acontece, somente pelo fato do aparecimento do narrador-personagem, perdido no início da encenação.
Carnaval Rabelais cumprirá temporada até dezembro, com apresentações todos os sábados, às 20 hs, ingressos R$ 10,00 e meia entrada R$ 5,00, encenada no teatro do Sesc, na Rua Henrique Martins, Centro.
Por Alana Santos

Não é pelo comum que o filme “Estômago” ganha a cada dia mais admiradores, mas pelo modo que narra a história de um homem do interior na cidade grande. Há 3 bons motivos para se gostar do filme: os ângulos pouco convencionais, o desenrolar da história e a imprevisibilidade. A forma como o filme foi filmado introduz o telespectador na história, como se ele fizesse parte da visão do personagem. A mistura dos dois lados da vida de Raimundo Nonato dinamiza o filme, prendendo a atenção do telespectador. É isso que deixa o final surpreendente, com um jeito surreal.
“Estômago” transforma os personagens de um clichê em figuras reais do cotidiano, que se comunicam e, principalmente, influenciam-se. O personagem principal é construído através de outros personagens principais, justamente por que cada um deles faz parte das escolhas de Nonato.

O filme não retrata totalmente os problemas de um migrante nordestino, ou do sistema penitenciário brasileiro ou da prostituição, apesar de mostrar tudo isso. O objetivo mais notável é a simples narração da história de uma pessoa comum. O mais interessante, além disso, é a forma como as relações de poder são tratadas nos diversos ambientes sociais: seja em um restaurante chique, na prisão, ou em uma lanchonete suja. As relações construídas são cruciais para as futuras decisões de Raimundo Nonato, um herói e um anti-herói, em ambos os casos, uma vítima.
Outro ponto curioso é como a personalidade do personagem principal vai sendo construída: desde os momentos ingênuos (jeito simples de falar e agir) até a descoberta de que é possível alcançar o topo de um ‘tipo’ de poder. E é nesse instante que o lado desconhecido de Raimundo Nonato aparece. A ambição, que nunca tinha demonstrado, emerge subitamente, com desejos fora do padrão de consumo do meio onde está.

É claro que o nome do filme não expressa o real sentido da história, mas é justamente pelo estômago que o personagem conquista espaço. Da namorada ao beliche de cima. Do quartinho dos fundos à cozinha completa. E a reação das pessoas que provam o salgadinho ou o guisado de frango de Nonato o transforma em um ser especial, com ares de ser o melhor do mundo, insubstituível.
É um filme que merece um olhar além dos clichês de interpretação.
Por Alana Santos
Aulas inspiram posts! Quem diria! É mais fácil você tirar assunto de um banco de ônibus do que da carteira de uma faculdade. E olha que o que não falta em cursos de ciências humanas são debates, geralmente sobre os velhos atuais assuntos que existem desde que o homem virou um ser social e passou a agregar valores (fica a dica para quem quiser se sair bem em uma discussão).

E, se você é professor, estimule seus alunos a fazerem textos opinativos. Artigos, crônicas, resenhas e por aí vai. Na terça-feira, nós, do Baricéa Desvairada, tivemos que fazer crônicas sobre algum assunto da atualidade. E é claro que falar sobre bactérias perigosas pareceu ser muito mais interessante que política. Infelizmente nem todos entenderam, então aqui vai um post-devoltaaobaricéa.

Você tem mais bactérias do que imagina. E o mais incrível: elas ajudam!. Na pele, degradam células mortas, no intestino, transformam resíduos complexos em substâncias simples, e por aí vai. Só que, se uma resolve, de repente, elaborar um Projeto Destruição, você não vai precisar apenas de um travesseiro para enfrentar a fila do SUS, mas de um super antibiótico (um que não tenha usado antes também).
Bom, isso não foi o suficiente para cientista americano Malcom Casadaban, 60, que pesquisava a forma menos agressiva da bactéria da peste bubônica. Ele morreu no dia 13 de setembro, e o Centro Médico da Universidade de Chicago detectou a Yersinia pestis no sangue do pesquisador. E tem mais: em agosto, as autoridades chinesas tiraram Ziketan (cidade remotíssima da China) da quarentena, onde 12 pessoas foram infectadas pela peste.
Sabe o que isso quer dizer? Que se quiserem exterminar a população, basta jogar alguns ratos cheios de pulgas em outros continentes e pronto! E se você estiver infectado, e tossir ou espirrar na cara de alguém, pode causar uma pandemia! Uma hipótese estranhamente semelhante à tão falada Gripe Suína, que surgiu do nada em algum noticiário.
Mas o problema não é a gripe, nem a bactéria da peste bubônica, mas de quem recebe as informações e não as questiona. Por que? Por que? Os “letrados” discutem, discutem e discutem e caem nos mesmos erros, sempre e sempre. Falam sobre os mesmos pontos de vista, têm medo de opiniões ou teorias que estão fora do padrão, etc, etc.
Qual foi a última notícia sobre a gripe suína que você viu na TV?

Uma Mostra de 15 filmes etnográficos realizados no país, escolhidos em concurso nacional entre 466 projetos apresentados e produzidos em 2008, que serão exibidos em Manaus no período de 19 a 22 de maio de 2009, no horário das 19 às 21:30h.
Iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, por intermédio do Departamento de Patrimônio Imaterial e do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, em parceria com a Associação Cultural de Amigentações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”
Programação
Dia 19/05 – terça-feira
19h - Abertura da Mostra, com a presença do Superintendente Regional do IPHAN, André Bazzanelo e Livia Mendes, da ManausCult.
19h30 – A invenção do sertão, de Joe Pimentel (Ceará)
20h – São Luís dorme ao som dos tambores, de Sérgio Sanz (Maranhão)
20h30 – O barco do mestre, com a presença do diretor Gavin Andrews (Amapá)
Após exibição do filme debate com o realizador.
Dia 20/05 – quarta-feira
19h – Se milagres desejais, de André Constantin (Rio Grande do Sul)
19h30 – Diana e Djavan, de Luciana Sampaio (São Paulo)
20h – O Joaquim, de Márcia Paraíso (Ceará)
20h30 – Trans-bordando, de Kiko Goifman (Minas)
Após exibição do filme, mesa de debates com o professor da UFAM e artista plástico, Otoni Mesquita.
Dia 21/05 – quinta-feira
19h – Calangos e calangueiros, de Flávio da Silva (Minas, Rio e Espírito Santo)
19h30 – Caboclos da liberdade, de Hermano Penna (Bahia)
20h – Folia no morro, de Arthur Omar (Rio de Janeiro)
20h30 – Mano Brou do Cantagalo, de Mário Alves Vieira da Silva (Rio de Janeiro).
Após exibição do filme, debate com o professor da UFAM, antropólogo Sérgio Ivan Gil Braga.
Dia 22/05 – sexta-feira
19h – Trama mineira, de Waldir de Pina (Minas)
19h30 – Quebradeiras de coco de babaçu, de Evaldo Mocarzel (Maranhão, Tocantins e Pará)
20h – Passos de Oeiras, de Douglas Machado (Piauí)
20h30 – Benzedeiras de Minas, de Andréa Tonacci (Minas)
Após exibição do filme debate com o realizador Andrea Tonacci.
Encerramento.
REALIZAÇÃO: NAVI/UFAM
PARCERIAS: ManausCult, IPHAN, Difusão Digital
LOCAL: Centro de Artes Hahnemann Bacelar /UFAM
Rua Monsenhor Coutinho, Centro, Manaus, AM
Fone de contato: (92) 3305-4381 (Navi/PPGSCA); 9602-1906 (Selda); 3633-3468 (Caua)