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Faça a diferença [?]

7 out

Por Alana Santos

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Jornalismo diferente: a utopia das universidades. “Vamos fazer o diferente pessoal!” é uma ótima frase para tentar ser o diferente. Agora, vamos analisar os formandos. Quantos desistiram da profissão? Quantos estão trabalhando nos jornais locais etc etc? (quem é aluno tem noção)

O diferente é bom dentro das universidades, onde a gente pode fazer o que quiser: fugir do lead, usar um estilo literário, ter uma opinião própria (se é que é possível), filmar por outro ângulo …
Mas não na TV, no Rádio, no Impresso …

O problema não é tentar ser diferente, o problema é que o público não é diferente. Odeia mudanças, odeia pensar, pesquisar … E a gente segue as tendências, as novas modinhas do tempo da vovó, os mesmos entrevistados “cults”, o mesmo blá blá blá. Porque o novo surge sem público, continua sem por uns 4 meses, depois começa a jogar algumas propagandazinhas e pronto: subiu mais 1 ponto na audiência.

povão palco

E qual é a solução:

reinvindicar o diploma? continuar debatendo em trocentos congressos de comunicação? fazer uma chacina?
escrever em blogs?
colocar uma crítica individual implícita em uma matéria e ser despedido depois?
Não. O negócio é começar a formar jornalistas no ensino fundamental.
Se fosse assim, não seria preciso criar desculpas sobre a necessidade de um diploma.

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Florinda Fillipe aprende ler e escrever aos 90 anos


O que você acha? Comente aí e faça a diferença.

(Im) pacientes na fila do SUS (to)

23 set

Por Fabíola Abess

05:40 am

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Ônibus lotado, cutucões, empurrões, fungadeira, suadouro, homens tarados. Gente sebenta, cabelo gordurento. Essa é a etiqueta urbana predominante nos ônibus em Manaus todas as manhãs.

06:50 am

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Muita gente e muitos destinos: alguns vão ao trabalho, escola e hospitais. Os (im) pacientes aguardam nas filas. As barraquinhas de café exalam o cheiro característico, a fome ensaia no estômago, o desjejum da madrugada já não é suficiente.
Bemvindo ao PAM da Codajás – o Pronto atendimento do Centro, o porque de ‘Codajás’ não se sabe, a Policlínica fica no Centro da cidade de Manaus.
‘’Atrás do lanche, subindo as escadas à esquerda’’, disse a atendente.
Os (im) pacientes não esperam na fila do SUS (to). Todos querem ter prioridade no atendimento, mesmo com o novo sistema de pré-agendamento de consultas, o SISREG – Sistema de regulação.
É só a atendente mencionar a palavra ‘fila’ e todos se estapeiam em frente à mulher de branco, até os idosos perdem a noção nesse momento e repetem juntos ‘’cheguei primeiro’’, mesmo sabendo que os prioritários são eles: idosos, cadeirantes, portadores de necessidades especiais e grávidas.
– ‘’Tum’’, todos correm para ver, um paciente epiléptico cai ao chão, depois de ter uma convulsão.
-‘’menino fica aí, grita a mulher.
-‘’não tire as roupas, aqui tem mulheres e crianças.
‘’sabe aquele lá do lado do sambódromo?, já fui internado lá três vezes’’.

Encerra-se assim, mais um dia no consultório de neurologia, e a reforma manicomial não sai da pauta para a prática, saudações para o professor Rogelio Casado e a todos os piciqueiro de plantão

Há mais de um mês que a Policlínica da Av. Getúlio Vargas está pronta e não funciona, por fora o prédio é de uma estética modernista e por dentro?
Foram anos de espera pela obra, quanto tempo mais o povo vai ter que esperar?

O Parque desconhecido

20 set

Por Fabíola Abess

Um ano depois, o Parque continua nas mesmas condições…

O jornal Diário do Amazonas publicou uma matéria sobre o Parque Estadual Sumaúma na Editoria de Cidades/ meio ambiente, e o Baricéa sendo da Zona Norte republica a reportagem que foi escrita para uma disciplina de técnica de reportagem há um ano.

Único parque estadual em área urbana do Amazonas

Único parque estadual em área urbana do Amazonas

O Parque Estadual Sumaúma, localizado no Bairro da Cidade Nova é um dos últimos refúgios do Sauim de Coleira, animal ameaçado de extinção. A área de conservação detém uma fauna e flora ricos para uma capital brasileira, que em sua maioria possuem poucas áreas de conservação naturais preservadas. É o único parque Estadual do Amazonas localizado em área urbana.

O grande desafio é fazer que o parque se torne de fato um verdadeiro refúgio de espécies que só existem em mata densa e que sobreviveram em alguns fragmentos de mata nativa.

Criar condições para que o parque possa atender as necessidades da população do entorno e oferecer condições de lazer e infraestrutura para os visitantes é uma das reivindicações dos moradores do Bairro Cidade Nova, já que muitos nunca entraram no Parque ou o desconhecem.

As principais dificuldades encontram-se na gestão de uma área de 51 hectares, que tem dificuldades em ser fiscalizada por apenas dois agentes ambientais, pelo tempo em que foi criado (setembro de 2003), esperava-se que houvesse uma estrutura para receber visitantes.

Estrutura

Há três entradas: a primeira é a oficial, localizada na Avenida Bacuri ao lado do Pac da Cidade Nova, a outra alternativa é entrar por um portão pequeno no alto da Avenida Timbiras, e por último utilizar um portão que fica ao lado do pé de Samaumeira atrás do colégio Sebastiana Braga. A primeira trilha é uma descida média onde passar a nascente do igarapé do mindu, ao lado há uma outra trilha aberta provisoriamente, não há sinalização.

No centro do parque existe um chapéu-de-palha, uma estrutura que funciona como sede administrativa há dois anos. No local há estacionamento, algumas placas com pedidos de preservação, dois banheiros e uma copa pequena, uma pequena estrada leva até a entrada principal do Parque.

Invasão

Construções desrespeitam limites

Construções desrespeitam limites

Edmilson Rodrigues é agente ambiental do parque há quatro anos e fala sobre os problemas com invasões de animais que ultrapassam a cerca de arame farpado ‘’temos um problema com cachorros que invadem o parque’’. Segundo o agente estes animais invadem a área para caçar outros bichos como a Cutia, e acrescenta que é comum a entrada de animais domésticos e usuários de drogas. A estradinha segue por uma pequena ladeira e no meio do caminho há uma área descampada, da qual o barro foi retirado para fazer aterro no bairro.

A cerca de arame farpado não se estende em todo o parque, um problema identificado foi a presença de residências que foram construídas dentro dos limites do parque, com o consentimento da Suhab – Superintendência Estadual de Habitação).

Um dos moradores da Rua 47, onde estão a maioria dos imóveis que desrespeitam os limites do parque disse que adquiriu a casa de terceiros. ‘’Logo que eu comprei, não teve comentário, ele veio depois, fiz uns kitinetes e o Ipaam veio questionar’’.


Desconhecimento

Até a realização da reportagem (05/07/2008), pouco se sabia a respeito do Parque Estadual Sumaúma, uma unidade de conservação de proteção integral, sobre o qual muitos moradores nem imaginavam que existia, e que é possível visitar. Quando um morador era questionado se já tinha ouvido falar na área de proteção, respondiam: ‘’vão descampar e fazer um parque’’, ‘’é para preservar a mata aí dentro, tem um monte de coisas, mas não podemos entrar…’’, ‘’é proibido entrar’’, ‘’é uma área preservada, mas não fazem nada, deveria ter uma trilha lá’’.

Incentivo à cultura, ou palanque eleitoral?

16 set

Por Fabíola Abess

detalhe da arquitetura restaurada

detalhe da arquitetura restaurada

´´Eu tenho orgulho de ser Amazonense, eu tenho orgulho…´´, esse é o jingle do governo do Estado que já se prepara para as eleições sucessórias do próximo ano. A medida que o ano acaba, a cidade fervilha com projetos culturais que visam beneficiar a todos.

Nesse ano foram inaugurados cinco museus no antigo Quartel da Praça da Polícia, hoje Palacete Provincial. E o Parque Senador Jefferson Peres na área do Prosamim. Em todas as ocasiões é sempre o mesmo comício, uma dupla sertaneja e três bandas de forró, uma multidão de pessoas e o discurso do Governador Eduardo Braga e do seu vice Omar Aziz, candidato à sucessão para o Governo do Estado.

Para que um museu seja aberto é necessário Planejamento para receber um certo número de visitantes por dia, devido à capacidade de carga, um estudo para evitar que o grande fluxo de pessoas cause o desgaste na estrutura do lugar, assim como a segurança dos visitantes, com a instalação de câmeras de circuito interno. Placas com as normas de visitação evitariam gafes cometidas pelos visitantes, como o simples ato de passar o dedo nas telas em exposição. Medidas simples que evitariam grandes transtornos. Qualquer gesto de museus deveria saber, mas não é o que tem acontecido.

Somente em um Domingo no mês de Abril, o Palacete recebeu 4.000 visitantes.

É importante lembrar que sem a educação patrimonial fica difícil evitar que a revitalização e restauração dos bens sejam duradouras. Quanto maior a depredação, maior o custo para manter o patrimônio. Infelizmente não é de costume que o Amazonense frequente museus, motivo simples: não há incentivo e alguns espaços não são divulgados. Uma realidade possível de ser modificada, desde que exista planejamento.

No caso do Parque Senador Jefferson Peres, a conclusão da obra foi surpreendentemente rápida. O Parque está lá, mas as águas continuam poluídas e malcheirosas.

O largo Mestre Chico, inaugurado em setembro do ano passado, tem sofrido com a falta de administração. Não há policiamento no local, nem iluminação suficiente. O Governador tentou passar a gestão do local para a Prefeitura, e sem sucesso, delegou a função para a Secretaria de Cultura.

Não é preciso ter formação técnica para perceber que por trás do belo existem algumas falhas: um prédio como o Palacete Provincial levou três anos para que ficasse pronto e custou cinco milhões de reais, já apresenta sinais de desgaste? Um olhar mais atencioso pode notar que existiu pressa para concluir essas obras. As eleições já começaram.

Baricéa retorna – Professor espancado em sala

12 maio
Sobrinha do Vice-Governador

Sobrinha do Vice-Governador

Por Fabíola Abess

´´Olho por olho dente por dente´´

O que você faria se fosse sobrinha do OMAR AZIZ e estudasse na Universidade Federal?

Mandaria o papai bater no meu Professor de Jornalismo porque ele fala sobre o meu tio ou trocaria de curso?

O que será o que será?

Ai meus dentes.

Manifestações, já que amanhã os jornais não poderão noticiar:

O próprio agredido:

http://74.125.95.132search?q=cache:5idvbpGj1osJ:blogdogilsonmonteiro.blogspot.com/+omar+aziz+e+gilson&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Colegas blogueiros:

http://obufao.wordpress.com/2009/05/11/pancada-em-professor-uma-pauta-de-blog/#comment-122

http://oavesso.com.br/blog/2009/05/11/truculencia-invade-sala-de-aula-da-ufam/comment-page-1/#comment-80

http://oavesso.com.br/omalfazejo/category/nonsense/

http://www.blogdoholanda.com/

http://www.cafedeonca.wordpress.com

O ex Prefeito-Serafim Corrêa:

http://www.blogdosarafa.com.br/?p=1707