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Flagra

28 dez

Enquanto isso…

na bola do Coroado…

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Faça a diferença [?]

7 out

Por Alana Santos

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Jornalismo diferente: a utopia das universidades. “Vamos fazer o diferente pessoal!” é uma ótima frase para tentar ser o diferente. Agora, vamos analisar os formandos. Quantos desistiram da profissão? Quantos estão trabalhando nos jornais locais etc etc? (quem é aluno tem noção)

O diferente é bom dentro das universidades, onde a gente pode fazer o que quiser: fugir do lead, usar um estilo literário, ter uma opinião própria (se é que é possível), filmar por outro ângulo …
Mas não na TV, no Rádio, no Impresso …

O problema não é tentar ser diferente, o problema é que o público não é diferente. Odeia mudanças, odeia pensar, pesquisar … E a gente segue as tendências, as novas modinhas do tempo da vovó, os mesmos entrevistados “cults”, o mesmo blá blá blá. Porque o novo surge sem público, continua sem por uns 4 meses, depois começa a jogar algumas propagandazinhas e pronto: subiu mais 1 ponto na audiência.

povão palco

E qual é a solução:

reinvindicar o diploma? continuar debatendo em trocentos congressos de comunicação? fazer uma chacina?
escrever em blogs?
colocar uma crítica individual implícita em uma matéria e ser despedido depois?
Não. O negócio é começar a formar jornalistas no ensino fundamental.
Se fosse assim, não seria preciso criar desculpas sobre a necessidade de um diploma.

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Florinda Fillipe aprende ler e escrever aos 90 anos


O que você acha? Comente aí e faça a diferença.

A aula e a bactéria

25 set

Por  Alana Santos

Aulas inspiram posts! Quem diria! É mais fácil você tirar assunto de  um banco de ônibus do que da carteira de uma faculdade. E olha que o que não falta em cursos de ciências humanas são debates, geralmente sobre os velhos atuais assuntos que existem desde que o homem virou um ser social e passou a agregar valores (fica a dica para quem quiser se sair bem em uma discussão).

debate

E, se você é professor, estimule seus alunos a fazerem textos opinativos. Artigos, crônicas, resenhas e por aí vai. Na terça-feira, nós, do Baricéa Desvairada, tivemos que fazer crônicas sobre algum assunto da atualidade. E é claro que falar sobre bactérias perigosas pareceu ser muito mais interessante que política. Infelizmente nem todos entenderam, então aqui vai um post-devoltaaobaricéa.

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Você tem mais bactérias do que imagina. E o mais incrível: elas ajudam!. Na pele, degradam células mortas, no intestino, transformam resíduos complexos em substâncias simples, e por aí vai. Só que, se uma resolve, de repente, elaborar um Projeto Destruição, você não vai precisar apenas de um travesseiro para enfrentar a fila do SUS, mas de um super antibiótico (um que não tenha usado antes também).

Bom, isso não foi o suficiente para cientista americano Malcom Casadaban, 60, que pesquisava a forma menos agressiva da bactéria da peste bubônica. Ele morreu no dia 13 de setembro, e o Centro Médico da Universidade de Chicago detectou a Yersinia pestis no sangue do pesquisador. E tem mais: em agosto, as autoridades chinesas tiraram Ziketan (cidade remotíssima da China) da quarentena, onde 12 pessoas foram infectadas pela peste.

Sabe o que isso quer dizer? Que se quiserem exterminar a população, basta jogar alguns ratos cheios de pulgas em outros continentes e pronto! E se você estiver infectado, e tossir ou espirrar na cara de alguém, pode causar uma pandemia! Uma hipótese estranhamente semelhante à tão falada Gripe Suína, que surgiu do nada em algum noticiário.

Mas o problema não é a gripe, nem a bactéria da peste bubônica, mas de quem recebe as informações e não as questiona. Por que? Por que? Os “letrados” discutem, discutem e discutem e caem nos mesmos erros, sempre e sempre. Falam sobre os mesmos pontos de vista, têm medo de opiniões ou teorias que estão fora do padrão, etc, etc.

Qual foi a última notícia sobre a gripe suína que você viu na TV?

GRIPE_SUÍNA

(Outra dica: não escreva textos como este, que relaciona peste bubônica, gripe suína, teoria da conspiração e aulas da faculdade. Ninguém vai entender nada)

Baricéa retorna – Professor espancado em sala

12 maio
Sobrinha do Vice-Governador

Sobrinha do Vice-Governador

Por Fabíola Abess

´´Olho por olho dente por dente´´

O que você faria se fosse sobrinha do OMAR AZIZ e estudasse na Universidade Federal?

Mandaria o papai bater no meu Professor de Jornalismo porque ele fala sobre o meu tio ou trocaria de curso?

O que será o que será?

Ai meus dentes.

Manifestações, já que amanhã os jornais não poderão noticiar:

O próprio agredido:

http://74.125.95.132search?q=cache:5idvbpGj1osJ:blogdogilsonmonteiro.blogspot.com/+omar+aziz+e+gilson&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Colegas blogueiros:

http://obufao.wordpress.com/2009/05/11/pancada-em-professor-uma-pauta-de-blog/#comment-122

http://oavesso.com.br/blog/2009/05/11/truculencia-invade-sala-de-aula-da-ufam/comment-page-1/#comment-80

http://oavesso.com.br/omalfazejo/category/nonsense/

http://www.blogdoholanda.com/

http://www.cafedeonca.wordpress.com

O ex Prefeito-Serafim Corrêa:

http://www.blogdosarafa.com.br/?p=1707

Laborum Meta (a meta do trabalho)**

5 nov

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Uma câmera simples na mão e uma pauta para cobrir: o dia dos finados nos cemitérios de Manaus.

O que as pessoas fazem em um cemitério, além de acender velas e rezar pelos entes queridos?

Comercializam, pedem dinheiro, pregam, fazem um pouco de marketing político e pessoal…

– Areeeiiiiiiiaaaa…

– Cocaaaaaa, fantaaaaa, águaaaaaa…


O cemitério

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O Cemitério São João Batista foi inaugurado em 5 de abril de 1891 pelo médico Aprígio Martins de Menezes, sepultado no dia 19 do mesmo mês.

Em 1905, o Superintendente Municipal Adolpho Lisboa mandou construir um muro de alvenaria, um gradil e pórticos de ferro fundido, fabricados em Glasgow, na Escócia.

GARCIA, Etelvina. Manaus, Referências da História: 2ª edição revisada. Manaus. Editora Norma. 2005.

A beleza do mórbido

O cemitério está deixando de ser apenas um local visitado pelas pessoas que perderam um ente querido. Há uma importância cultural e arquitetônica, porque lá estão sepultadas figuras importantes da política, das artes e da cultura de um lugar, assim como as construções que identificam uma época.

Alguns cemitérios já estão inseridos nos roteiros turísticos de algumas cidades, como o cemitério Père Lachaise em Paris, e o Cemitério Nacional de Arlington, em Washington, onde estão os túmulos dos soldados mortos nos combates das duas grandes guerras mundiais e do Presidente John Kennedy. Em São Paulo, o túmulo de Ayrton Senna é visitado pelos turistas que chegam à cidade.

Na Baricéa não é diferente. Há um projeto da prefeitura para transformar o cemitério São João Batista em um corredor cultural, com visita de turistas e estudantes. O objetivo é a educação patrimonial para a conservação dos bens.

Os gradis e os vitrais, assim como algumas sepulturas, já estão sendo restauradas. É possível encontrar beleza e valor em coisas que muitas vezes passam despercebidas. Lá você pode encontrar uma lápide, um túmulo e, principalmente, histórias bem interessantes.

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O rabino

O blog Baricéa Desvairada encontrou o pesquisador Arieh Lins da USP, que estava entrevistando os visitantes do cemitério São João Batista. Ele está fazendo uma pesquisa de doutorado sobre a Emigração Judaica na Amazônia e contou um pouco da história do rabino Muyal.

O rabino Shalom Imanu – El Muyal morreu no dia 12 de março de 1910 em Manaus. O rabino morreu de febre amarela e, como na época não existia um cemitério israelita na cidade, foi sepultado no cemitério católico São João Batista.

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Depois de alguns anos, placas começaram a aparecer na sepultura do rabino para agradecer por graças alcançadas. Com o tempo, o costume judaico de colocar uma pedra sobre a sepultura também foi adotado, por causa disso a comunidade judaica percebeu que El Muyal tinha virado um santo para os católicos de Manaus.

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Em 1980, o sobrinho do rabino, Eliahu Muyal, membro do Parlamento de Israel e Vice Ministro dos Transportes, tentou transferir os restos mortais do tio para Israel através do professor Samuel Benchimol, presidente da comunidade israelita no Amazonas. Mas o pedido não foi aprovado. A transferência do corpo do rabino poderia causar uma revolta na população católica da época.

Outros personagens

A santa

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Etelvina nasceu no Ceará e veio para Manaus com o pai, na época da extração da borracha, entre 1860 e 1910. Ela foi assassinada por um homem que, em seguida, cometeu suicídio. Ele era apaixonado por Etelvina. Os corpos foram encontrados em forma de cruz. Santa Etelvina nunca foi canonizada pela Igreja Católica.

A foliã

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Ária Ramos foi uma violinista no periodo áureo da borracha. Ela foi assassinada, acidentalmente, em 1915, em um baile no Ideal Clube, em Manaus. Um dos rapazes apaixonados por ela começou a brigar com o outro, quando tirou uma arma e disparou, atingindo por engano Ária Ramos. Ela foi enterrada no cemitério São João Batista e uma estátua foi erguida no local.


**Laborum Meta: inscrição encontrada no pórtico do cemitério São João Batista.

O jornalista – profissional da imagem

7 out

Por Alana Santos e Fabíola Abess


O último jornalista – as imagens de cinema

Autora: Stella Senra

O livro “O último jornalista” traça a formação histórica da imagem do jornalista, analisando filmes das décadas de 50 e 70, como Max Headroom, King Kong, Jejum de amor, entre outros.

Vale destacar alguns pontos.

Um robô no lugar do apresentador de telejornal. O que não faria diferença. Afinal, os apresentadores humanos agem como robôs da própria empresa de comunicação em que trabalham. É importante lembrar, entretanto, que são “robôs atores”, interpretam a notícia conforme o conteúdo que a torna real.

A formação da imagem do jornalista surgiu com o desenvolvimento das tecnologias, que preparam um novo ambiente para buscar e divulgar as informações. Isso aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial. No decorrer da história, o jornalismo passou a compor uma figura muito particular: “se, por um lado, a atividade livre, sem regras ou procedimentos rígidos adotada pelas redações referendava a já conhecida imagem boemia do profissional, por outro, os compromissos do jornal conferiam não raras vezes ao jornalista um importante papel político e social, atribuindo ao exercício da profissão foros de uma missão”.

Com a ditadura militar, a luta em defesa da liberdade de expressão acentuou o prestígio dos profissionais.

A partir dos anos 80, o jornalismo passa a incorporar uma racionalidade instrumental no processo de desenvolvimento da noticia. Assim, a contextualização da realidade deixou de ser o principal objeto do jornalista, dando lugar a métodos que dividem o contexto real, manipulando-o, distorcendo-o. Dessa forma, “Não há autor na informação jornalística (…). Só existe o sistema”, que estabelece limites a individualidade do repórter em detrimento da empresa de comunicação.

A racionalização técnico-administrativa dos jornais cortou a linha que separava a figura pública e privada dos jornalistas, transformando alguns em estrelas. Essa transformação é uma resposta ao anonimato produzido com as novas técnicas de produção da noticia nas redações. “(…) pode ser que a tensão anonimato/autoria, ou o contraponto anonimato/informação da imagem que tem caracterizado a atividade jornalística contemporânea, venha também distender-se a partir do momento em que o jornal passa a partilhar, com inúmeros outros meios, a responsabilidade de informar”.

Outro ponto pode ser lembrado a partir das propostas do livro: a obrigatoriedade do diploma para exercer a atividade jornalística no Brasil. Qualquer um pode escrever um texto, mas não são todos que saberão transmitir a mensagem. O jornalista é o meio entre a informação e o público, ele é responsável por traduzir a realidade, de forma que todos possam compreendê-la. Não adianta contratar, por exemplo, um analista de sistemas para escrever sobre informática se ele não souber traduzir as informações técnicas que possui para o leitor não especialista. O diploma é importante. É na academia, e com experiência profissional que um bom jornalista é formado.

Alguns filmes citados no livro:

Jejum de Amor

Jejum de Amor

Blow up – depois daquele beijo

Blow up - depois daquele beijo

King Kong

Max Headroom

O mesmo do mesmo

25 set

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Serafim Corrêa, Ricardo Bessa, Luiz Navarro e Luiz Castro.

Lado a lado.

Na Universidade Federal do Amazonas – Ufam.

Dia: 23 de setembro de 2008.

Discurso: Falta de água, transporte coletivo, educação, passe livre e o que mais estiver em pauta nos problemas da cidade.

E o Amazonino?

E o Omar Aziz?

Cabeças inteiras! Não compareceram ao debate.

E o Praciano?

Problemas na garganta.

O Mesmo do Mesmo!

O que os estudantes ouviram na terça-feira foram propostas mascaradas, algumas promessas cumpridas e idéias exageradas para quatro anos de governo.

Para propostas mascaradas, favor comparar os panfletos desse ano com os de quatro anos atrás.

Para promessas cumpridas acesse o site http://www.pmm.am.gov.br/.

E para idéias exageradas, reflita sobre esta: metrô de superfície em quatro anos.

As propostas são facilmente encontradas: nas entrevistas, panfletos e etc. Talvez seja por isso que, depois do debate, o ataque entre os candidatos e as situações curiosas sejam as mais comentadas pelo público.

Situações inusitadas no post abaixo.