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Geração pseudo-Chandon

15 ago

Por Fabíola Abess

Rodinha típica feita por integrantes dos ´´Chandons´´.Por amizade hereditária acabamos por frequentar festas ou fazer favores que nossos pais pedem encarecidamente em nome da amizade que mantém por algumas décadas como bons vizinhos. E foi assim que cresci na Cidade Nova, acredito que a ´´geração pseudo-chandon´´ exista no mundo todo, mas a coisa vira e mexe, continua em qualquer lugar. Até aqui no Amazonas, para você que nunca pisou aqui e acredita ser impossível devido o ´´primitivismo de cá´´.

Mais uma vez em nome dessa amizade bairrista e solidária que não existe nos condomínios fechados e persiste nos veementemente chamados ´´conjuntos´´ que nada mais são bairros.

Sobrou para quem escreveu esse texto.

adolescentes manifestando os primeiros efeitos da vodka.

A amizade é da minha mãe com as vizinhas, o laço de solidariedade é admirável até certo ponto, além do mais são 25 anos de bairro. E o limite é o da hereditariedade ´´- Filho, ajudei na festa de aniversário da filha da fulana. Ela faz questão que você vá´´. O grande problema é que o importante ´´é que você vá´´, independente do grau de afinidade com as pessoas que estarão lá. Então, o favor é encarado como uma experiência antropológica, nada mais. Escrever sobre a ´´geração pseudo-chandon´´ no Baricéa parece uma afronta aos que admiram a importância de debater determinadas pautas, como política, política e política (principalmente nesse meio período eleitoreiro…). Manaus, você é COSMOPOLITA e até agora não expliquei que diabos é ´´geração pseudo-chandon´´. (Os colegas tuiteiros já sacaram). Pois bem, ´´geração pseudo-chandon´´ normalmente é aquela turma da qual muita gente como eu e provavelmente você, meu fiel ou esporádico leitor já foi excluído e não fez a menor questão de fazer parte. Alguns freqüentam escolas particulares e vivem de aparência, vão às festinhas top da cidade e parecem ser gente boa, mas agem exatamente (ou não) como aqueles que os mesmos julgam ´´frequentadores de bregas com telhado de zinco e chão batido´´. Os meninos são tão ´´galerosos´´* quanto os próprios galerosos e as meninas são até mais ´´periguetes´´* que as originais. Pior que ter dinheiro é fingir ter. Dever ´´Deus e o mundo´´ e morar alugado não deveria acontecer com quem tem dinheiro… (teoricamente…). A intenção não é ser preconceituoso, apenas dividir essa impressão com algumas outras pessoas, porque não existe opinião inédita nesse mundo.

Depois de duas ou três latinhas, mais um pouco de vodka já não sabem nem mais o próprio nome, geralmente eles acabaram de entrar para maioridade, o perigo é maior com as meninas que depois de beber até perder o equilíbrio e a vergonha acabam vendo o resultado depois de nove meses. As roupas são da moda, as saias cobrem o abdômen e descobrem as pernas, o mesmo acontece com os shorts. Essas meninas foram fabricadas em série. Compraram as roupas nas mesmas lojas ou encomendaram uma cópia da costureira (é mais barato).

Tenho uma amizade dessa geração tão imediatista, para eles não importa mais nada, apenas curtir a vida, eles vivem na série Gossip Girl, 90210 e The O.C, mas sem o dinheiro, é claro. O bom-humor é idêntico em todos, piadas superficiais, repetitivas e nada inteligentes. Escutam Luan Santana e tudo o que for ´´da modinha´´.

Acabei de voltar de uma festa dessas, que fui ´´por consideração´´ mais pela mãe da aniversariante que a própria que ´´em cima do muro´´ não sabe a que grupo pertencer. Foram cinco horas de tortura ou deleite, eu expectadora não pude deixar de ver as presepadas dos adolescentes da ´´geração pseudo-chandon´´ que no lugar de beber uma garrafa de Chandon, que normalmente custa em torno de R$ 100, substituem a bebida pelo ´´Gummy´´*, muito mais barato. Aqui vai a receita: meia garrafa de vodka para meio litro de Mid sabor morango ou limão, misture tudo e experimente. Lembrando que só fica bêbado com gummy quem não tem costume.
Nos EUA, são os grupinhos de populares, aqui no Brasil, a ´´geração pseudo-Chandon´´.

Já no meio da festa a garota que vestia um short coladíssimo branco e ´´pegou´´ os cinco amigos da turma foi levada para casa quase inconsciente e nem cantou os ´´Parabéns´´ para a amiga.

Eles não sabem se divertir.

*Gummy – bebida dos ursinhos gummy, que dava agilidade e energia. Desenho animado da década de 90.
*galeroso – arruaceiro, que anda em grupinho procurando briga.
*periguete – todo mundo conhece o verbete.

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Mostra Etnodoc

18 maio

cartaz%20etnodoc1022731Uma Mostra de 15 filmes etnográficos realizados no país, escolhidos em concurso nacional entre 466 projetos apresentados e produzidos em 2008, que serão exibidos em Manaus no período de 19 a 22 de maio de 2009, no horário das 19 às 21:30h.

Iniciativa do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, por intermédio do Departamento de Patrimônio Imaterial e do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, em parceria com a Associação Cultural de Amigentações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.”

Programação
Dia 19/05 terça-feira
19h – Abertura da Mostra, com a presença do Superintendente Regional do IPHAN, André Bazzanelo e Livia Mendes, da ManausCult.
19h30 – A invenção do sertão, de Joe Pimentel (Ceará)

20h – São Luís dorme ao som dos tambores, de Sérgio Sanz (Maranhão)

20h30 – O barco do mestre, com a presença do diretor Gavin Andrews (Amapá)

Após exibição do filme debate com o realizador.

Dia 20/05 quarta-feira

19h – Se milagres desejais, de André Constantin (Rio Grande do Sul)

19h30 – Diana e Djavan, de Luciana Sampaio (São Paulo)

20h – O Joaquim, de Márcia Paraíso (Ceará)
20h30 – Trans-bordando, de Kiko Goifman (Minas)
Após exibição do filme, mesa de debates com o professor da UFAM e artista plástico, Otoni Mesquita.
Dia 21/05 quinta-feira
19h – Calangos e calangueiros, de Flávio da Silva (Minas, Rio e Espírito Santo)

19h30 – Caboclos da liberdade, de Hermano Penna (Bahia)
20h – Folia no morro, de Arthur Omar (Rio de Janeiro)

20h30 – Mano Brou do Cantagalo, de Mário Alves Vieira da Silva (Rio de Janeiro).
Após exibição do filme, debate com o professor da UFAM, antropólogo Sérgio Ivan Gil Braga.
Dia 22/05 – sexta-feira
19h – Trama mineira, de Waldir de Pina (Minas)
19h30 – Quebradeiras de coco de babaçu, de Evaldo Mocarzel (Maranhão, Tocantins e Pará)

20h – Passos de Oeiras, de Douglas Machado (Piauí)
20h30 – Benzedeiras de Minas, de Andréa Tonacci (Minas)
Após exibição do filme debate com o realizador Andrea Tonacci.
Encerramento.
REALIZAÇÃO: NAVI/UFAM
PARCERIAS: ManausCult, IPHAN, Difusão Digital

LOCAL: Centro de Artes Hahnemann Bacelar /UFAM
Rua Monsenhor Coutinho, Centro, Manaus, AM
Fone de contato: (92) 3305-4381 (Navi/PPGSCA); 9602-1906 (Selda); 3633-3468 (Caua)

O mesmo do mesmo

25 set

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Serafim Corrêa, Ricardo Bessa, Luiz Navarro e Luiz Castro.

Lado a lado.

Na Universidade Federal do Amazonas – Ufam.

Dia: 23 de setembro de 2008.

Discurso: Falta de água, transporte coletivo, educação, passe livre e o que mais estiver em pauta nos problemas da cidade.

E o Amazonino?

E o Omar Aziz?

Cabeças inteiras! Não compareceram ao debate.

E o Praciano?

Problemas na garganta.

O Mesmo do Mesmo!

O que os estudantes ouviram na terça-feira foram propostas mascaradas, algumas promessas cumpridas e idéias exageradas para quatro anos de governo.

Para propostas mascaradas, favor comparar os panfletos desse ano com os de quatro anos atrás.

Para promessas cumpridas acesse o site http://www.pmm.am.gov.br/.

E para idéias exageradas, reflita sobre esta: metrô de superfície em quatro anos.

As propostas são facilmente encontradas: nas entrevistas, panfletos e etc. Talvez seja por isso que, depois do debate, o ataque entre os candidatos e as situações curiosas sejam as mais comentadas pelo público.

Situações inusitadas no post abaixo.

Mesmo assim inusitado

25 set

Por Alana Santos e Fabiola Abess

Não, é com outra pessoa!

O público foi um “Mesmo do Mesmo” inusitado (na contradição dos termos mesmo).

Uma mulher gritou após uma das respostas do Prefeito e candidato Serafim Corrêa:

– Mentiroso, mentiroso

– É comigo? – serafim disse

– Não é com outra pessoa!

Uma outra mulher pediu silêncio e acabou recebendo o gesto do dedo como resposta.

A tia da trufa

A senhora Francisca Queiroz, mais conhecida como Tia da Trufa na Ufam, subiu no palco e beijou a testa do candidato Serafim Corrêa, além de presenteá-lo com uma trufa.

Laranja?

-Laranja, laranja! – petistas impediram o candidato Ricardo Bessa de concluir as declarações finais.