A aula e a bactéria

25 set

Por  Alana Santos

Aulas inspiram posts! Quem diria! É mais fácil você tirar assunto de  um banco de ônibus do que da carteira de uma faculdade. E olha que o que não falta em cursos de ciências humanas são debates, geralmente sobre os velhos atuais assuntos que existem desde que o homem virou um ser social e passou a agregar valores (fica a dica para quem quiser se sair bem em uma discussão).

debate

E, se você é professor, estimule seus alunos a fazerem textos opinativos. Artigos, crônicas, resenhas e por aí vai. Na terça-feira, nós, do Baricéa Desvairada, tivemos que fazer crônicas sobre algum assunto da atualidade. E é claro que falar sobre bactérias perigosas pareceu ser muito mais interessante que política. Infelizmente nem todos entenderam, então aqui vai um post-devoltaaobaricéa.

tom_cruise

Você tem mais bactérias do que imagina. E o mais incrível: elas ajudam!. Na pele, degradam células mortas, no intestino, transformam resíduos complexos em substâncias simples, e por aí vai. Só que, se uma resolve, de repente, elaborar um Projeto Destruição, você não vai precisar apenas de um travesseiro para enfrentar a fila do SUS, mas de um super antibiótico (um que não tenha usado antes também).

Bom, isso não foi o suficiente para cientista americano Malcom Casadaban, 60, que pesquisava a forma menos agressiva da bactéria da peste bubônica. Ele morreu no dia 13 de setembro, e o Centro Médico da Universidade de Chicago detectou a Yersinia pestis no sangue do pesquisador. E tem mais: em agosto, as autoridades chinesas tiraram Ziketan (cidade remotíssima da China) da quarentena, onde 12 pessoas foram infectadas pela peste.

Sabe o que isso quer dizer? Que se quiserem exterminar a população, basta jogar alguns ratos cheios de pulgas em outros continentes e pronto! E se você estiver infectado, e tossir ou espirrar na cara de alguém, pode causar uma pandemia! Uma hipótese estranhamente semelhante à tão falada Gripe Suína, que surgiu do nada em algum noticiário.

Mas o problema não é a gripe, nem a bactéria da peste bubônica, mas de quem recebe as informações e não as questiona. Por que? Por que? Os “letrados” discutem, discutem e discutem e caem nos mesmos erros, sempre e sempre. Falam sobre os mesmos pontos de vista, têm medo de opiniões ou teorias que estão fora do padrão, etc, etc.

Qual foi a última notícia sobre a gripe suína que você viu na TV?

GRIPE_SUÍNA

(Outra dica: não escreva textos como este, que relaciona peste bubônica, gripe suína, teoria da conspiração e aulas da faculdade. Ninguém vai entender nada)
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4 Respostas to “A aula e a bactéria”

  1. Doutor Estranho sábado, setembro 26, 2009 às 16:21 #

    Só os paranóicos e neuróticos de plantão entenderiam de primeira! Não me sinto sozinho depois dessa leitura! Ufa!

  2. Igor Litvinenko domingo, setembro 27, 2009 às 15:18 #

    Concordo plenamente com o que escrevestes minha cara…
    E ainda acredito que essas pessoas que tem medo, não opinam e desconversam sobre esses assuntos, também fazem parte desse “sistema alienador”.
    Parabéns pelo Blog!

  3. rafael d. quarta-feira, setembro 30, 2009 às 14:58 #

    Não esqueço o dia em que vi o William Bonner começar o JN angustiadamente com uma entrevista com médicos, fazendo inúmeras perguntas sobre gripe suína…achei a coisa mais rídicula que vi na televisão nos últimos tempos…triste d+

  4. v2 cigs Reviews quinta-feira, fevereiro 7, 2013 às 13:53 #

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