Brigas injustificáveis – Dias de fúria

17 ago

Por Fabíola Abess

Michael Douglas interpretando um clássico da sessão da tarde

Michael Douglas interpretando um clássico da sessão da tarde

Quantas discussões você já presenciou hoje na rua?

Essa deveria ser uma pergunta comum àqueles que saem todos os dias de suas casas para ir as suas obrigações diárias.

A causa pode ser desconhecida, mas é bem comum presenciar brigas e discussões por motivos banais pela cidade, e tem sido tão freqüente como nas metrópoles de São Paulo e Rio de Janeiro, onde balas perdidas já não são nenhuma novidade nos noticiários.

A Baricéa está crescendo. Isso não é de se estranhar, mas as pessoas não têm lidado bem com as mudanças. As obras do viaduto do Coroado e o desvio no trânsito da Efigênio Sales estressam qualquer um às seis horas da tarde nos principais pontos da cidade, um dia desses vi algo inusitado: um engarrafamento ao lado do Terminal 3 da Cidade Nova! E nem eram 18h!

Brigas intoleráveis começam e terminam do nada, e fazem jus ao ditado popular de que ´´quando um quer, dois não brigam´´.

Seguem abaixo alguns casos reais a serem pensados:

1. Um esbarrão na rua, o desatento passa direto e a mulher adiposa grita:

– seu corno, não presta atenção não?

O homem pára no meio da calçada e grita:

– @#$@%#¨$%¨%&#$¨&$&#$&

A mulher já pensa em revidar, o homem pensa em voltar, mas segue o seu caminho…

2. 22h, ônibus vazio e trânsito tranqüilo. Mas o motorista, talvez sonolento erra o caminho do 440 para a Cidade Nova e acaba seguindo pela Av. Constantino Nery, todos calados em silêncio, mas um passageiro não admite o erro:

– p… motora, tu ta doido é? Abestado, não presta atenção no caminho, #$@$@$%@%@.

– cala a boca! CALA A BOCA!

-!@#$@#%#%¨$%YHDBNDST#$T

-cala a boca!!!!!!!

(o motorista para o veículo e prossegue na discussão).

As vozes se exaltam e o cobrador acaba se metendo para evitar qualquer desentendimento maior.

3. Um dono de bancas de revista e um prestador de serviços brigam por causa de um carro mal estacionado no corredor de um museu. Enquanto isso um grupo de jovens tenta escutar a explicação da guia do museu, os homens por algum motivo param a discussão e cada um segue o seu caminho.

Histórias a serem repensadas…essas brigas injustificáveis são resultado do crescimento não planejado das cidades, ou há um novo comportamento de hostilidade entre o povo Baré?

Esses dias de fúria relembram a atuação do Michael Douglas, no clássico da sessão da tarde ‘Um dia de fúria’, quando um pai de família americano sai desorientado pelas ruas armado com uma metralhadora, socando todos pelo caminho, logo depois de ter se estressado com uma propaganda de hambúrguer numa lanchonete fast-food.

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    Uma resposta to “Brigas injustificáveis – Dias de fúria”

    1. Doutor Estranho domingo, agosto 23, 2009 às 1:05 #

      Ixiiii!!! Isso sem falar nas agressões automotivas, rotineiras. Só quem dirige entende. Como diz um grande amigo meu: “esses motoristas são ilhas!”

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