Movimentos na Baricéa: II Viva Zumbi

23 nov

Por Alana Santos e Fabíola Abess

“É água no mar/ é maré cheia amor/ mareia amor/ mareia…”

“Ê baiana, ê baiana, baianinha”

(Clara Nunes)

Clara Nunes, batucada, dança, cartazes, hino nacional em ritmo de afoxé e pessoas, muitas pessoas. Assim começou a II Marcha Viva Zumbi, na avenida Eduardo Ribeiro, centro de Manaus, no dia 20 de novembro (dia da consciência negra). O evento reuniu vários grupos do movimento negro de Manaus, além de outras entidades: Movimento Afrodescendente do Amazonas (Afroamazon), Escola de samba Presidente Vargas, estudantes do Colégio Brasileiro, Articulação de mulheres do Amazonas (AMA), Associação cultural Nossa Senhora da Conceição, Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras, Rede Amazônia Negra, o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia (UFAM) e Movimento Espírita do Amazonas.

A manifestação começou por volta das 4h30 da tarde e seguiu pela Avenida Eduardo Ribeiro até a Praça do Congresso. Vários grupos de capoeira acompanharam os dois trios elétricos e o público que seguia a manifestação.

“Nós somos macumbeiros sim, com muito orgulho…Exú não é demônio, Exu não é Satanás”, disse um dos organizadores do evento.

“axé, axé,axé…” depois de pronunciar algumas palavras em yoruba.

De acordo com Juarez Silva, do movimento Afroamazon, há grupos de vertente cultural e religiosa que se reúnem todo ano para organizar eventos como a II Marcha Viva Zumbi.

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Movimentação Política

Alguns políticos da BARICÉA estiveram presentes e garantiram um marketing pessoal discurso improvisado.

A senadora Vanessa Grazziotin (importância do evento e votação de uma lei para a criação de um dia das religiões ameríndias)

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A vereadora Lucia Antony (importância do evento)

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A presença (não física) do Deputado Josué Neto (carro de som como apoio)

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A imprensa

Fotojornalistas: ficaram até a chegada à Praça do Congresso

A televisão: com uma passagem rápida, fizeram umas imagens e saíram rapidamente

Os repórteres do impresso: viram a “banda passar”

Opinião do Público

“Estávamos fazendo um trabalho de TCC no Palácio do Comércio e descemos para ver o movimento quando anunciaram no carro de som sobre a manifestação” Eduardo Lima, 22 anos.

“O público foi inferior ao esperado, são 5.000 pessoas cadastradas no movimento dos afrodescendentes e nem 1% compareceu. É importante descobrir as lendas, a cultura. Ver é uma coisa, conhecer é outra.” Adelaide Schramm, 42 anos.

“Convivo com vários descendentes e muitos acham que o dia da consciência negra já é uma forma de preconceito. Alguns são a favor por causa dos privilégios, e outros não, porque acham que são iguais a todo mundo” Jefferson Costa, 33 anos.

“Está havendo distinção e incitação ao preconceito. O preconceito é um problema cultural”. José Luiz de Araújo, Professor de Direito aposentado da UFAM, Magistrado e presidente do PDT.

Mais informações: Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)

Movimento Afrodescendente do Amazonas

História

Em 1971, o Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, descobriu que Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e estabeleceu esse dia como o Dia da Consciência Negra. Em 2003, o presidente Lula, pela lei 10.639, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro.

Zumbi (força do espírito presente) foi capturado, quando garoto, por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, que o batizou com o nome de Francisco. Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo, sendo o último chefe dos Palmares.

O nome “Palmares” foi dado pelos portugueses devido ao grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje estado de Alagoas.

O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695, e teve cerca de vinte mil habitantes.

Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista, atacou o povoado de Palmares. Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695 e morto a punhaladas. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife, onde foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo.

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4 Respostas to “Movimentos na Baricéa: II Viva Zumbi”

  1. Crvn segunda-feira, novembro 24, 2008 às 22:45 #

    Parabéns, Alana! Você, no seu blog, está fazendo um jornalismo melhor do que muita gente que ganha dinheiro para, em teoria, fazê-lo. Continue sempre se aperfeiçoando! ^^

  2. Deivy terça-feira, novembro 25, 2008 às 21:28 #

    eu acho que o colega de cima esqueceu que o Blog é feito por duas pessoas: a Alana e Fabíola, parabéns às duas!!!!!!!!!!!!!!!

  3. desvairadabaricea quarta-feira, novembro 26, 2008 às 3:08 #

    sim, sim

    Fabíola e Alana são as responsáveis pelo blog.
    Nós agradecemos pelo apoio, continuem comentando heuehue

  4. Juarez Silva quarta-feira, novembro 26, 2008 às 21:50 #

    Olá Moças !!!, muito axé para vocês e longa vida ao Baricéia… , ficou legal e bem imparcial a cobertura, parabéns , estou linkando vocês no meu blog pessoal , ah ! e os comentarios já estão liberados…

    Afro-amplexos

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