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Budismo: não esperar é não sofrer

19 jan

Por Alana Santos



Religião? Filosofia? Doutrina? Você decide. Assim é o Budismo, que tem adeptos cristãos, ateus, muçulmanos, e por aí vai. Os princípios budistas não se referem a uma ligação com um ser superior, mas a você e ao mundo que o cerca, ao agora.

As práticas budistas são baseadas nos ensinamentos de Siddhartha Gautama, “O Buda”, que falou sobre as Quatro Nobres Verdades: apegar-se é sofrer, o desejo é o sofrimento, abandonar o desejo é parar de sofrer e o Nobre Caminho Óctuplo (entendimento correto, pensamento correto, palavra correta, atividade correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção correta e concentração correta).  Para o Budismo tudo o que uma pessoa vive é uma construção mental própria do ser humano, formada por um conjunto de valores criados pelo “todo” social. É isso que forma a “matrix”, e é essa a causa do sofrimento (samsara), que tem o apego como pilar (desde coisas materiais até temporais, como viver só no passado ou só no futuro). O objetivo do budismo é a libertação do samsara e o alcance da realidade verdadeira, da paz absoluta (o Nirvana). Assim, fazer o bem e cultivar a própria mente são os meios de praticar a ética budista.

E Ioná Pinheiro, 34, faz isso muito bem. Praticante desde 1998, ela começou a participar de um grupo budista através de um amigo e, juntos, decidiram ter uma sala própria em 2000. Foi quando surgiu em Manaus o centro de budismo tibetano vajrayana, filiado ao templo budista em Três Coroas – RS. O centro é ligado à fundação Chagdud Gonpa Trom Gue Phel Ling, no Tibete, e foi fundada pelo mestre de meditação S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche (1930 – 2002).

Mestre de meditação S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche (1930 – 2002)

Ioná já foi católica praticante. Participava de grupos de jovens, trabalhava na pastoral do menor e sempre teve uma forte conotação espiritual. Ela decidiu trocar totalmente o catolicismo pelo budismo, quando descobriu que não precisava se julgar culpada por tudo, e se arrepender por isso, mas que era responsável pelos outros e pelo o mundo. Assim, descobriu que era capaz de mudar: “Se você não tem uma atitude muito boa, se você mente, é agressivo, isso é um pecado e é um peso. No budismo não existe o conceito de pecado. Se você tem algo que não é virtuoso, você pode purificar, pacificar. Essa foi a grande diferença pra mim. Conseguir mudar, não ter um caminho trilhado, vindo de antepassados, de Adão e Eva”. Inicialmente, a mãe de Ioná teve receio quanto à opção da filha, mas depois percebeu que algo havia mudado. “Hoje ela me apóia. Para outros praticantes, isso já é mais difícil”.

“Você tem que trabalhar o no hope, no fear: ter uma ação e não esperar nada dessa ação, porque se você não espera, você não sofre”

É o que acontece com Jackson Rego, 44. Ele e a família são cristãos e vão à missa. Mas quando ele está meditando, ainda dizem que é uma perda de tempo.Quando você está meditando, você está louvando a Deus. Você está buscando compreensão de que existe um ser superior”. Faz 5 anos que Jackson está no centro de budismo tibetano vajrayana, em Manaus, e pratica tanto o ensinamento cristão quanto o budista: “O budismo tem essa vertente do aqui e agora, e isso foi o que mais me chamou a atenção. Você perceber a realidade como ela é, e, a partir dessa percepção, agir no mundo. E, principalmente, a questão ética de você compreender e buscar a harmonia com o todo, com as pessoas, na sua cidade, no meio ambiente”.

Apesar de a palavra “budismo” ser conhecida, para Ioná ainda existem vários mitos em relação ao “ser budista”. Um deles é: se as pessoas acreditam em um deus, e você contraria esse conceito, elas se assustam.  “As pessoas sempre buscam um diferencial em você, quando você é budista. Elas esperam uma reação diferente. Tive um namorado que, quando eu disse que era budista, ele perguntou: por que você não me falou que era budista? Mas quando as pessoas se apresentam, elas não dizem que são católicas”. Outro diz respeito à passividade. Ser pacífico não é ser passivo.  “Você pode ser pacífico em qualquer religião que você acredita, se você praticar verdadeiramente. E dentro de qualquer ramo, seja o profissional ou familiar. E é isso que o budismo prega. Ser ético é o conceito maior”.

“Quando você vive o momento presente você vive intensamente, é o que se chama felicidade temporária”

A prática

Em Manaus é feita a prática da Tara Vermelha (simboliza o aspecto feminino de Buda), baseada no budismo tibetano Vajraiana, da linhagem Nyingma. Ela se inicia com a prática de Sete Linhas, uma curta oração da tradição Nyngma, com os ensinamentos do Budismo. Depois acontece o desenvolvimento: a autovisualização da deidade (conjunto de forças que materializam o divino) principal da prática. No final, faz-se a dedicação da prática: consideram-se outras pessoas que não puderam estar presentes, e os Lamas (mestres) são lembrados.

A prática budista trabalha com o que você usa no cotidiano: ação, mente e fala. Então, existe a parte meditacional, a dos mantras e a dos mudras. Os mantras trabalham a fala, e os mudras, os gestos.

Qualquer pessoa pode fazer a prática da Tara Vermelha, mas apenas quem já foi iniciado por um Lama pode se autovisualizar como uma deidade. Em outras práticas só se permite o iniciado.

De acordo com Ioná, a prática trabalha o momento presente, a mente. “O budismo te prepara para o momento da tua morte. O único caminho em que você encontra iluminação é você como humano. Se você não trabalha a questão emocional, as suas emoções se misturam no momento da morte. Se você morrer em um momento de raiva, de angústia, você pode ter um renascimento no reino dos infernos ,ou, em outros reinos. Por isso que se trabalha a mente, para que na morte você tenha uma mente tranqüila.”

História

Siddhartha Gautama, o Buda, foi o homem que criou o budismo, que começou na Índia, entre os séculos VI e IV a.C. Ele era um príncipe no clã dos Sákya, especialista em artes marciais que nunca tinha visto a realidade fora das paredes do castelo. Aos 29 anos abandonou todo o conforto, adotando uma vida errante. Procurou paz nas religiões da época, aprendendo várias técnicas meditativas. Chegou a praticar o ascetismo (busca a iluminação pela mortificação do corpo) por seis anos. Finalmente, depois de uma meditação, descobriu a solução para o ciclo do sofrimento das pessoas.

"Existe uma esfera onde não é terra, nem água, nem fogo, nem ar... que não é nem este mundo e nem outro, nem sol e nem lua. Eu nego que esteja vindo ou indo, que permanece e que seja morte ou nascimento. É simplesmente o fim do sofrimento. Essencialmente todos os seres vivos são Budas, dotados de sabedoria e virtude, mas como a mente humana se inverteu através do pensamento ilusório, não o conseguem perceber".


Aos 35 anos, Siddhartha tornou-se Buda e, junto com os seus primeiros discípulos, formou a primeira comunidade monástica. Então, dedicou a vida inteira aos ensinamentos budistas, sem deixar nada escrito.

Os ensinamentos de Buda começaram a ser escritos por volta do século I a.C, no Sri Lanka, e constituíram o Cânone Pali, a principal coleção de textos que baseiam o Budismo Therevada.

O budismo se dividiu em várias escolas, mas as principais são:

Mahayana

A pessoa busca a própria iluminação e ajuda os outros a também evoluírem espiritualmente.

ZenUma das principais tradições da Mahayana. Valorizam a meditação sentada e o uso de paradoxos nos seus ensinamentos.

Theravada

O praticante busca sozinho a iluminação, através da meditação e de uma conduta que esteja de acordo com a doutrina de Buda. É a tradição mais antiga ainda presente.

Vajrayana

Valoriza a visualização, recitação e meditação. É predominante no Tibete.

No Brasil, a escola Nitiren (do Japão) foi uma das que mais se destacou. O Budismo Tibetano e o Soto Zen também possuem uma grande repercussão no país.

Para saber mais

Dharmanet

Chagdud

Odsalling

Local de Prática em Manaus

Budismo Tibetano Vajrayana – Chagdud Gonpa Trom Gue Phel Ling

Rua Comércio II – Centro Comercial Ilha do Parque – Sala 6 – Parque 10.

Itacoatiara desvairada

1 jan

Por Alana Santos


Saindo de Manaus




Rua Principal de Itacoatiara




Orla de Itacoatiara – 31/12/2009




Praça da Catedral

Pedra histórica que deu origem ao nome Itacoatiara (pedra gravada, esculpida, lavrada)

1744 a 1754; cruz com três degraus; palavra “Tropa”. Essa palavra simboliza o período de colonização, pelos portugueses, do Amazonas. Na época, os jesuítas vinham catequizar os índios com a proteção dos soldados (“tropa”).


Estrada

Igrejinha na estrada




Chegando em Manaus

Itacoatiara????

**Pessoal, apreciem a cidade, porque a câmera é do século passado (a culpa nem sempre é do fotógrafo hehe)

A Pedra Histórica deu origem ao nome Itacoatiara (pedra gravada, esculpida, lavrada)

Flagra

28 dez

Enquanto isso…

na bola do Coroado…

Um belo dia para passear

26 out

Foto-A0110compacta

1 minuto depois …

Foto-A0111compacta

E não se esqueça de usar sapatos confortáveis ...

(Im) pacientes na fila do SUS (to)

23 set

Por Fabíola Abess

05:40 am

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Ônibus lotado, cutucões, empurrões, fungadeira, suadouro, homens tarados. Gente sebenta, cabelo gordurento. Essa é a etiqueta urbana predominante nos ônibus em Manaus todas as manhãs.

06:50 am

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Muita gente e muitos destinos: alguns vão ao trabalho, escola e hospitais. Os (im) pacientes aguardam nas filas. As barraquinhas de café exalam o cheiro característico, a fome ensaia no estômago, o desjejum da madrugada já não é suficiente.
Bemvindo ao PAM da Codajás – o Pronto atendimento do Centro, o porque de ‘Codajás’ não se sabe, a Policlínica fica no Centro da cidade de Manaus.
‘’Atrás do lanche, subindo as escadas à esquerda’’, disse a atendente.
Os (im) pacientes não esperam na fila do SUS (to). Todos querem ter prioridade no atendimento, mesmo com o novo sistema de pré-agendamento de consultas, o SISREG – Sistema de regulação.
É só a atendente mencionar a palavra ‘fila’ e todos se estapeiam em frente à mulher de branco, até os idosos perdem a noção nesse momento e repetem juntos ‘’cheguei primeiro’’, mesmo sabendo que os prioritários são eles: idosos, cadeirantes, portadores de necessidades especiais e grávidas.
- ‘’Tum’’, todos correm para ver, um paciente epiléptico cai ao chão, depois de ter uma convulsão.
-‘’menino fica aí, grita a mulher.
-‘’não tire as roupas, aqui tem mulheres e crianças.
‘’sabe aquele lá do lado do sambódromo?, já fui internado lá três vezes’’.

Encerra-se assim, mais um dia no consultório de neurologia, e a reforma manicomial não sai da pauta para a prática, saudações para o professor Rogelio Casado e a todos os piciqueiro de plantão

Há mais de um mês que a Policlínica da Av. Getúlio Vargas está pronta e não funciona, por fora o prédio é de uma estética modernista e por dentro?
Foram anos de espera pela obra, quanto tempo mais o povo vai ter que esperar?

O Parque desconhecido

20 set

Por Fabíola Abess

Um ano depois, o Parque continua nas mesmas condições…

O jornal Diário do Amazonas publicou uma matéria sobre o Parque Estadual Sumaúma na Editoria de Cidades/ meio ambiente, e o Baricéa sendo da Zona Norte republica a reportagem que foi escrita para uma disciplina de técnica de reportagem há um ano.

Único parque estadual em área urbana do Amazonas

Único parque estadual em área urbana do Amazonas

O Parque Estadual Sumaúma, localizado no Bairro da Cidade Nova é um dos últimos refúgios do Sauim de Coleira, animal ameaçado de extinção. A área de conservação detém uma fauna e flora ricos para uma capital brasileira, que em sua maioria possuem poucas áreas de conservação naturais preservadas. É o único parque Estadual do Amazonas localizado em área urbana.

O grande desafio é fazer que o parque se torne de fato um verdadeiro refúgio de espécies que só existem em mata densa e que sobreviveram em alguns fragmentos de mata nativa.

Criar condições para que o parque possa atender as necessidades da população do entorno e oferecer condições de lazer e infraestrutura para os visitantes é uma das reivindicações dos moradores do Bairro Cidade Nova, já que muitos nunca entraram no Parque ou o desconhecem.

As principais dificuldades encontram-se na gestão de uma área de 51 hectares, que tem dificuldades em ser fiscalizada por apenas dois agentes ambientais, pelo tempo em que foi criado (setembro de 2003), esperava-se que houvesse uma estrutura para receber visitantes.

Estrutura

Há três entradas: a primeira é a oficial, localizada na Avenida Bacuri ao lado do Pac da Cidade Nova, a outra alternativa é entrar por um portão pequeno no alto da Avenida Timbiras, e por último utilizar um portão que fica ao lado do pé de Samaumeira atrás do colégio Sebastiana Braga. A primeira trilha é uma descida média onde passar a nascente do igarapé do mindu, ao lado há uma outra trilha aberta provisoriamente, não há sinalização.

No centro do parque existe um chapéu-de-palha, uma estrutura que funciona como sede administrativa há dois anos. No local há estacionamento, algumas placas com pedidos de preservação, dois banheiros e uma copa pequena, uma pequena estrada leva até a entrada principal do Parque.

Invasão

Construções desrespeitam limites

Construções desrespeitam limites

Edmilson Rodrigues é agente ambiental do parque há quatro anos e fala sobre os problemas com invasões de animais que ultrapassam a cerca de arame farpado ‘’temos um problema com cachorros que invadem o parque’’. Segundo o agente estes animais invadem a área para caçar outros bichos como a Cutia, e acrescenta que é comum a entrada de animais domésticos e usuários de drogas. A estradinha segue por uma pequena ladeira e no meio do caminho há uma área descampada, da qual o barro foi retirado para fazer aterro no bairro.

A cerca de arame farpado não se estende em todo o parque, um problema identificado foi a presença de residências que foram construídas dentro dos limites do parque, com o consentimento da Suhab – Superintendência Estadual de Habitação).

Um dos moradores da Rua 47, onde estão a maioria dos imóveis que desrespeitam os limites do parque disse que adquiriu a casa de terceiros. ‘’Logo que eu comprei, não teve comentário, ele veio depois, fiz uns kitinetes e o Ipaam veio questionar’’.


Desconhecimento

Até a realização da reportagem (05/07/2008), pouco se sabia a respeito do Parque Estadual Sumaúma, uma unidade de conservação de proteção integral, sobre o qual muitos moradores nem imaginavam que existia, e que é possível visitar. Quando um morador era questionado se já tinha ouvido falar na área de proteção, respondiam: ‘’vão descampar e fazer um parque’’, ‘’é para preservar a mata aí dentro, tem um monte de coisas, mas não podemos entrar…’’, ‘’é proibido entrar’’, ‘’é uma área preservada, mas não fazem nada, deveria ter uma trilha lá’’.

Incentivo à cultura, ou palanque eleitoral?

16 set

Por Fabíola Abess

detalhe da arquitetura restaurada

detalhe da arquitetura restaurada

´´Eu tenho orgulho de ser Amazonense, eu tenho orgulho…´´, esse é o jingle do governo do Estado que já se prepara para as eleições sucessórias do próximo ano. A medida que o ano acaba, a cidade fervilha com projetos culturais que visam beneficiar a todos.

Nesse ano foram inaugurados cinco museus no antigo Quartel da Praça da Polícia, hoje Palacete Provincial. E o Parque Senador Jefferson Peres na área do Prosamim. Em todas as ocasiões é sempre o mesmo comício, uma dupla sertaneja e três bandas de forró, uma multidão de pessoas e o discurso do Governador Eduardo Braga e do seu vice Omar Aziz, candidato à sucessão para o Governo do Estado.

Para que um museu seja aberto é necessário Planejamento para receber um certo número de visitantes por dia, devido à capacidade de carga, um estudo para evitar que o grande fluxo de pessoas cause o desgaste na estrutura do lugar, assim como a segurança dos visitantes, com a instalação de câmeras de circuito interno. Placas com as normas de visitação evitariam gafes cometidas pelos visitantes, como o simples ato de passar o dedo nas telas em exposição. Medidas simples que evitariam grandes transtornos. Qualquer gesto de museus deveria saber, mas não é o que tem acontecido.

Somente em um Domingo no mês de Abril, o Palacete recebeu 4.000 visitantes.

É importante lembrar que sem a educação patrimonial fica difícil evitar que a revitalização e restauração dos bens sejam duradouras. Quanto maior a depredação, maior o custo para manter o patrimônio. Infelizmente não é de costume que o Amazonense frequente museus, motivo simples: não há incentivo e alguns espaços não são divulgados. Uma realidade possível de ser modificada, desde que exista planejamento.

No caso do Parque Senador Jefferson Peres, a conclusão da obra foi surpreendentemente rápida. O Parque está lá, mas as águas continuam poluídas e malcheirosas.

O largo Mestre Chico, inaugurado em setembro do ano passado, tem sofrido com a falta de administração. Não há policiamento no local, nem iluminação suficiente. O Governador tentou passar a gestão do local para a Prefeitura, e sem sucesso, delegou a função para a Secretaria de Cultura.

Não é preciso ter formação técnica para perceber que por trás do belo existem algumas falhas: um prédio como o Palacete Provincial levou três anos para que ficasse pronto e custou cinco milhões de reais, já apresenta sinais de desgaste? Um olhar mais atencioso pode notar que existiu pressa para concluir essas obras. As eleições já começaram.

Baricéa retorna – Professor espancado em sala

12 mai
Sobrinha do Vice-Governador

Sobrinha do Vice-Governador

Por Fabíola Abess

´´Olho por olho dente por dente´´

O que você faria se fosse sobrinha do OMAR AZIZ e estudasse na Universidade Federal?

Mandaria o papai bater no meu Professor de Jornalismo porque ele fala sobre o meu tio ou trocaria de curso?

O que será o que será?

Ai meus dentes.

Manifestações, já que amanhã os jornais não poderão noticiar:

O próprio agredido:

http://74.125.95.132search?q=cache:5idvbpGj1osJ:blogdogilsonmonteiro.blogspot.com/+omar+aziz+e+gilson&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Colegas blogueiros:

http://obufao.wordpress.com/2009/05/11/pancada-em-professor-uma-pauta-de-blog/#comment-122

http://oavesso.com.br/blog/2009/05/11/truculencia-invade-sala-de-aula-da-ufam/comment-page-1/#comment-80

http://oavesso.com.br/omalfazejo/category/nonsense/

http://www.blogdoholanda.com/

www.cafedeonca.wordpress.com

O ex Prefeito-Serafim Corrêa:

http://www.blogdosarafa.com.br/?p=1707

Cadê o transporte que estava aqui?

1 dez

Por Fabíola Abess

parada vazia

O empresário não deu.

A paralisação do transporte público municipal, desde onttem, é resultado da má administração das empresas rodoviárias que servem a cidade de Manaus, os mais prejudicados são a população Manauense e os trabalhadores do transporte coletivo que não sabem mais o que fazer, eles reinvidicam o 13º salário e os empresários alegem não poder pagar.

O então Prefeito Serafim Corrêa disse que o valor da passagem não sofrerá aumento porque o acordo firmado encerra somente no mês de Fevereiro de 2009.

O aumento da passagem de ônibus para R$ 2,50 é uma questão polêmica e questionada, devido à precariedade da prestação desse serviço e a indagação sobre a existência de uma necessidade de aumento.

Enquanto isso, os candidatos ao vestibular do CEFET perderam a prova e os trabalhadores ficaram em casa.

Ainda há pouco, Joãozinho de Oliveira, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas em entrevista a Rádio Difusora FM, comentou qye se o valor não for pago  aos trabalhadores haverá uma nova paralisação no dia dez de Dezembro.

Apenas 65% da frota está circulando na cidade, antes das 9h não havia nenhum coletivo da Eucatur nem da União Cascavel circulando, apenas Alternativos, que custam R$ 2,50e que fazem um intinerário para apenas alguns lugares de Manaus.

O “BOOM” dos Tablóides

18 nov

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Jornal Tablóide e Jornal Standard.

Os jornais tablóides de Manaus começaram a se destacar na cidade principalmente pelo preço acessível. Mas, por que criar essa vertente no jornalismo manauense? Custo baixo? Melhor conteúdo?

Standard é um jornal maior, com grande quantidade de páginas e cadernos, já o tablóide é metade do standard e não é dividido em cadernos.

Quem nunca ouviu falar nos tablóides ingleses?

The Sun, Mirror, Daily Mill e outros.

Vale a pena fazer uma comparação entre os diferentes tablóides e Standards que estão circulando por aí.

A Crítica

p1020120

Manaus Hoje (tablóide): R$0,50

A Crítica (Standard): R$1,50

No jornal A Critica, a maioria das matérias não está no tablóide “Manaus Hoje”, principalmente as noticias relacionadas à economia e política. Geralmente, apenas uma página é dedicada a essas categorias, na editoria “Geral”.

O tablóide “Manaus Hoje” está dividido em: Cidades, Geral e Diversão.

Cidades: chuva, trânsito, violência, etc (é possível incluir Policia nessa categoria).

Geral: economia e mundo.

Diversão: esportes, novela, filme, eventos locais e etc.

Fotos: podem ser iguais no standard e no tablóide ou podem ter apenas ângulos diferentes de um mesmo assunto.

Diário do Amazonas

p1020121

Dez Minutos (tablóide): 0,25

Diário do Amazonas (standard): 1,50

Diferente do Diário do Amazonas, no qual predomina a editoria de cidades, o tablóide “Dez Minutos” prioriza a página de polícia, cidades, economia e serviços, gerando capas inusitadas, como, por exemplo, as manchetes: “Deu bobeira – Motorista visita delegacia e acaba preso por estupro”; “Tiroteio deixa um cão morto e outro ferido”.

p1020116 p1020117

O jornal tablóide faz um resumo do standard e publica as principais matérias de interesse “popular” (como se autointitula): “seu bolso” é um sinônimo para Economia, “meio campo” para Esportes. Há também um espaço para “curiosidades”, ou seja, para notícias inusitadas, como: “Rapaz é enterrado e depois aparece vivo” e “Mais de 123 horas assistindo filmes”.

p1020118

O tablóide também informa aos leitores: chegadas e saídas de embarcações regionais no porto, decolagem e pouso de aeronaves nos aeroportos, e telefones úteis. O jornal premia com R$ 50 reais o leitor que for flagrado e fotografado lendo a publicação.

Há poucas páginas com anúncios.


Em Tempo

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A tarde (tablóide): GRATUITO

Em tempo (standard): 1,00

Levando em consideração a GRATUIDADE do Jornal Tablóide “A tarde” e a distribuição nos principais terminais de ônibus da Baricéa, o tablóide do Em Tempo faz um resumo das matérias do dia do standard, e possui uma seção chamada “notícias do Pará”. Por que será? Não existe essa página no jornal standard…

Será que o número de migrantes do Estado vizinho aumentou ou é algum tipo de estratégia de marketing?

Páginas inteiras com anúncios.

p1020122

Comparação entre os Tablóides

Não há muitas diferenças entre os jornais tablóides, a não ser pela linha editorial seguida pelos Standards que os apóiam. Os tablóides costumam trazer uma mulher no canto inferior direito ou esquerdo, com chamadas sobre futebol e eventos. O destaque é, geralmente, para noticias relacionadas à cidade (violência, chuvas e etc):

“Maníaco do Busão” (Hoje)

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“O que está por trás da baixaria?” (A Tarde)

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“Motorista visita delegacia e acaba preso por estupro” (Dez Minutos)

p1020113

Editorias

Hoje: cidades, geral (economia, mundo), diversão.

10 minutos: cidades, polícia, mundo e Brasil, diversão.

A Tarde: Atualizando (1 página), cidades, noticias do Pará, Política (1 página), Economia (1 página), Brasil e mundo (1 página) , diversão.


Conclusão

O que mais chama atenção é o tratamento dado à noticia, completamente diferente entre o tablóide e o standard. O titulo é o que chama mais atenção:

“Chove chuva…sem parar” (Hoje)

“Casas correm risco com deslizamento de terras” (A Critica)

A maior parte dos jornais tablóides publica noticias relacionadas a cidades (inclui-se policia nessa categoria). As editorias de política, economia, Brasil e mundo costumam ocupar pouco espaço, entretanto, o entretenimento ocupa metade da publicação (inclui-se esportes, novelas, filmes, fofocas, alguns eventos e etc). São jornais popularescos, que apresentam pouca ou nenhuma propaganda publicitária. São mais coloridos. A noticia é a mesma, mas o tratamento é diferente. O texto do jornal tablóide apresenta um tom irônico mais acentuado, esculachado e satirizado, enquanto o standard é mais sério.


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