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Faça a diferença [?]

7 out

Por Alana Santos

docontra1

Jornalismo diferente: a utopia das universidades. “Vamos fazer o diferente pessoal!” é uma ótima frase para tentar ser o diferente. Agora, vamos analisar os formandos. Quantos desistiram da profissão? Quantos estão trabalhando nos jornais locais etc etc? (quem é aluno tem noção)

O diferente é bom dentro das universidades, onde a gente pode fazer o que quiser: fugir do lead, usar um estilo literário, ter uma opinião própria (se é que é possível), filmar por outro ângulo …
Mas não na TV, no Rádio, no Impresso …

O problema não é tentar ser diferente, o problema é que o público não é diferente. Odeia mudanças, odeia pensar, pesquisar … E a gente segue as tendências, as novas modinhas do tempo da vovó, os mesmos entrevistados “cults”, o mesmo blá blá blá. Porque o novo surge sem público, continua sem por uns 4 meses, depois começa a jogar algumas propagandazinhas e pronto: subiu mais 1 ponto na audiência.

povão palco

E qual é a solução:

reinvindicar o diploma? continuar debatendo em trocentos congressos de comunicação? fazer uma chacina?
escrever em blogs?
colocar uma crítica individual implícita em uma matéria e ser despedido depois?
Não. O negócio é começar a formar jornalistas no ensino fundamental.
Se fosse assim, não seria preciso criar desculpas sobre a necessidade de um diploma.

florindoaprendealer

Florinda Fillipe aprende ler e escrever aos 90 anos


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O jornalista – profissional da imagem

7 out

Por Alana Santos e Fabíola Abess


O último jornalista – as imagens de cinema

Autora: Stella Senra

O livro “O último jornalista” traça a formação histórica da imagem do jornalista, analisando filmes das décadas de 50 e 70, como Max Headroom, King Kong, Jejum de amor, entre outros.

Vale destacar alguns pontos.

Um robô no lugar do apresentador de telejornal. O que não faria diferença. Afinal, os apresentadores humanos agem como robôs da própria empresa de comunicação em que trabalham. É importante lembrar, entretanto, que são “robôs atores”, interpretam a notícia conforme o conteúdo que a torna real.

A formação da imagem do jornalista surgiu com o desenvolvimento das tecnologias, que preparam um novo ambiente para buscar e divulgar as informações. Isso aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial. No decorrer da história, o jornalismo passou a compor uma figura muito particular: “se, por um lado, a atividade livre, sem regras ou procedimentos rígidos adotada pelas redações referendava a já conhecida imagem boemia do profissional, por outro, os compromissos do jornal conferiam não raras vezes ao jornalista um importante papel político e social, atribuindo ao exercício da profissão foros de uma missão”.

Com a ditadura militar, a luta em defesa da liberdade de expressão acentuou o prestígio dos profissionais.

A partir dos anos 80, o jornalismo passa a incorporar uma racionalidade instrumental no processo de desenvolvimento da noticia. Assim, a contextualização da realidade deixou de ser o principal objeto do jornalista, dando lugar a métodos que dividem o contexto real, manipulando-o, distorcendo-o. Dessa forma, “Não há autor na informação jornalística (…). Só existe o sistema”, que estabelece limites a individualidade do repórter em detrimento da empresa de comunicação.

A racionalização técnico-administrativa dos jornais cortou a linha que separava a figura pública e privada dos jornalistas, transformando alguns em estrelas. Essa transformação é uma resposta ao anonimato produzido com as novas técnicas de produção da noticia nas redações. “(…) pode ser que a tensão anonimato/autoria, ou o contraponto anonimato/informação da imagem que tem caracterizado a atividade jornalística contemporânea, venha também distender-se a partir do momento em que o jornal passa a partilhar, com inúmeros outros meios, a responsabilidade de informar”.

Outro ponto pode ser lembrado a partir das propostas do livro: a obrigatoriedade do diploma para exercer a atividade jornalística no Brasil. Qualquer um pode escrever um texto, mas não são todos que saberão transmitir a mensagem. O jornalista é o meio entre a informação e o público, ele é responsável por traduzir a realidade, de forma que todos possam compreendê-la. Não adianta contratar, por exemplo, um analista de sistemas para escrever sobre informática se ele não souber traduzir as informações técnicas que possui para o leitor não especialista. O diploma é importante. É na academia, e com experiência profissional que um bom jornalista é formado.

Alguns filmes citados no livro:

Jejum de Amor

Jejum de Amor

Blow up – depois daquele beijo

Blow up - depois daquele beijo

King Kong

Max Headroom

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