Sábado, Maio 16, 2009

Caixa de sugestão

Por Fabíola Abess

Confesso que quando abri a caixa de sugestões ao final do expediente, não me contive, mais específico. Impossível.

Segue abaixo sugestão recebida por um museu recentemente aberto em Manaus:

´´Sugerimos que, havendo a proibição de se sentar com as pernas cruzadas nos bancos das praças, sejam colocados outros bancos mais baixos, estando estes mais adequados à estatura baixa do cabôco (CAABOC – vindo dos maias) para que este não seja submetido à pendurar os pés numa posição anti-anatômica que pode, inclusive, gerar problemas circulatórios nestes. Outra sugestão é colocar na praça uma maloca homenageando também os verdadeiros heróis e não somente seus algozes.´´

PeloamordeDeus.caixa

Terça-feira, Maio 12, 2009

Baricéa retorna – Professor espancado em sala

Sobrinha do Vice-Governador

Sobrinha do Vice-Governador

Por Fabíola Abess

´´Olho por olho dente por dente´´

O que você faria se fosse sobrinha do OMAR AZIZ e estudasse na Universidade Federal?

Mandaria o papai bater no meu Professor de Jornalismo porque ele fala sobre o meu tio ou trocaria de curso?

O que será o que será?

Ai meus dentes.

Manifestações, já que amanhã os jornais não poderão noticiar:

O próprio agredido:

http://74.125.95.132search?q=cache:5idvbpGj1osJ:blogdogilsonmonteiro.blogspot.com/+omar+aziz+e+gilson&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

Colegas blogueiros:

http://obufao.wordpress.com/2009/05/11/pancada-em-professor-uma-pauta-de-blog/#comment-122

http://oavesso.com.br/blog/2009/05/11/truculencia-invade-sala-de-aula-da-ufam/comment-page-1/#comment-80

http://oavesso.com.br/omalfazejo/category/nonsense/

http://www.blogdoholanda.com/

www.cafedeonca.wordpress.com

O ex Prefeito-Serafim Corrêa:

http://www.blogdosarafa.com.br/?p=1707

Segunda-feira, Dezembro 1, 2008

Cadê o transporte que estava aqui?

Por Fabíola Abess

parada vazia

O empresário não deu.

A paralisação do transporte público municipal, desde onttem, é resultado da má administração das empresas rodoviárias que servem a cidade de Manaus, os mais prejudicados são a população Manauense e os trabalhadores do transporte coletivo que não sabem mais o que fazer, eles reinvidicam o 13º salário e os empresários alegem não poder pagar.

O então Prefeito Serafim Corrêa disse que o valor da passagem não sofrerá aumento porque o acordo firmado encerra somente no mês de Fevereiro de 2009.

O aumento da passagem de ônibus para R$ 2,50 é uma questão polêmica e questionada, devido à precariedade da prestação desse serviço e a indagação sobre a existência de uma necessidade de aumento.

Enquanto isso, os candidatos ao vestibular do CEFET perderam a prova e os trabalhadores ficaram em casa.

Ainda há pouco, Joãozinho de Oliveira, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Amazonas em entrevista a Rádio Difusora FM, comentou qye se o valor não for pago  aos trabalhadores haverá uma nova paralisação no dia dez de Dezembro.

Apenas 65% da frota está circulando na cidade, antes das 9h não havia nenhum coletivo da Eucatur nem da União Cascavel circulando, apenas Alternativos, que custam R$ 2,50e que fazem um intinerário para apenas alguns lugares de Manaus.

Terça-feira, Novembro 25, 2008

Introdução ao documentário

Por Alana Santos e Fabíola Abess

NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Papirus, Campinas, São PAULO, 2005.

documentario

O livro faz uma abordagem geral sobre o cinema documentário: conteúdo, forma, tipo, política, definições e implicações éticas, além de um mundo contextualizado pelo cineasta.

O cineasta não garante uma separação entre ficção e documentário. Alguns filmes utilizam práticas associadas à ficção, como: roteirização, encenação, reconstituição, ensaio, interpretação, filmagens externas, não atores, câmeras portáteis, improvisação e imagens de arquivo (imagens filmadas por outra pessoa).

Forrest Gump, Truman Show “o show da vida”, EDTV e A Bruxa de Blair constroem suas histórias em torno da premissa subjacente ao documentário: o fascínio.

“testemunhar a vida do outro como se eles pertencessem ao mesmo mundo histórico a que pertencemos”

Em A Bruxa de Blair, o fascínio não se prende apenas na combinação das convenções do documentário com o realismo sem artifícios de câmera portátil, ele também utiliza os canais promocionais e publicitários (como sites e a mídia em geral) que cercam o filme e ajudam a preparar o público para a recepção.

A tradição do documentário está enraizada na capacidade de transmitir uma impressão de autenticidade:

“Quando acreditamos que o que vemos é testemunho do que o mundo é, isso pode embasar nossa orientação ou ação nele. […] A propaganda política, como a publicidade, também se funda na nossa crença em um vínculo entre o que vemos e a maneira como o mundo é, ou a maneira como poderíamos agir nele. Assim fazem muitos documentários, quando têm a intenção de persuadir-nos a adotar uma determinada perspectiva ou ponto de vista sobre o mundo”

O autor não pretende fazer uma cobertura abrangente e equilibrada dos vários cineastas, movimentos e características nacionais importantes do gênero ao longo de história. As obras escolhidas são exemplos para a discussão da realidade, que constitui a matéria-prima do documentário.

Domingo, Novembro 23, 2008

Movimentos na Baricéa: II Viva Zumbi

Por Alana Santos e Fabíola Abess

“É água no mar/ é maré cheia amor/ mareia amor/ mareia…”

“Ê baiana, ê baiana, baianinha”

(Clara Nunes)

Clara Nunes, batucada, dança, cartazes, hino nacional em ritmo de afoxé e pessoas, muitas pessoas. Assim começou a II Marcha Viva Zumbi, na avenida Eduardo Ribeiro, centro de Manaus, no dia 20 de novembro (dia da consciência negra). O evento reuniu vários grupos do movimento negro de Manaus, além de outras entidades: Movimento Afrodescendente do Amazonas (Afroamazon), Escola de samba Presidente Vargas, estudantes do Colégio Brasileiro, Articulação de mulheres do Amazonas (AMA), Associação cultural Nossa Senhora da Conceição, Rede Nacional de Religiões Afro Brasileiras, Rede Amazônia Negra, o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia (UFAM) e Movimento Espírita do Amazonas.

A manifestação começou por volta das 4h30 da tarde e seguiu pela Avenida Eduardo Ribeiro até a Praça do Congresso. Vários grupos de capoeira acompanharam os dois trios elétricos e o público que seguia a manifestação.

“Nós somos macumbeiros sim, com muito orgulho…Exú não é demônio, Exu não é Satanás”, disse um dos organizadores do evento.

“axé, axé,axé…” depois de pronunciar algumas palavras em yoruba.

De acordo com Juarez Silva, do movimento Afroamazon, há grupos de vertente cultural e religiosa que se reúnem todo ano para organizar eventos como a II Marcha Viva Zumbi.

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Movimentação Política

Alguns políticos da BARICÉA estiveram presentes e garantiram um marketing pessoal discurso improvisado.

A senadora Vanessa Grazziotin (importância do evento e votação de uma lei para a criação de um dia das religiões ameríndias)

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A vereadora Lucia Antony (importância do evento)

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A presença (não física) do Deputado Josué Neto (carro de som como apoio)

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A imprensa

Fotojornalistas: ficaram até a chegada à Praça do Congresso

A televisão: com uma passagem rápida, fizeram umas imagens e saíram rapidamente

Os repórteres do impresso: viram a “banda passar”

Opinião do Público

“Estávamos fazendo um trabalho de TCC no Palácio do Comércio e descemos para ver o movimento quando anunciaram no carro de som sobre a manifestação” Eduardo Lima, 22 anos.

“O público foi inferior ao esperado, são 5.000 pessoas cadastradas no movimento dos afrodescendentes e nem 1% compareceu. É importante descobrir as lendas, a cultura. Ver é uma coisa, conhecer é outra.” Adelaide Schramm, 42 anos.

“Convivo com vários descendentes e muitos acham que o dia da consciência negra já é uma forma de preconceito. Alguns são a favor por causa dos privilégios, e outros não, porque acham que são iguais a todo mundo” Jefferson Costa, 33 anos.

“Está havendo distinção e incitação ao preconceito. O preconceito é um problema cultural”. José Luiz de Araújo, Professor de Direito aposentado da UFAM, Magistrado e presidente do PDT.

Mais informações: Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR)

Movimento Afrodescendente do Amazonas

História

Em 1971, o Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, descobriu que Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e estabeleceu esse dia como o Dia da Consciência Negra. Em 2003, o presidente Lula, pela lei 10.639, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro.

Zumbi (força do espírito presente) foi capturado, quando garoto, por soldados e entregue ao padre Antonio Melo, que o batizou com o nome de Francisco. Em 1670, com quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo, sendo o último chefe dos Palmares.

O nome “Palmares” foi dado pelos portugueses devido ao grande número de palmeiras encontradas na região da Serra da Barriga, ao sul da capitania de Pernambuco, hoje estado de Alagoas.

O Quilombo dos Palmares existiu por um período de quase cem anos, entre 1600 e 1695, e teve cerca de vinte mil habitantes.

Em 1694, com uma legião de 9.000 homens, armados com canhões, Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista, atacou o povoado de Palmares. Zumbi foi localizado no dia 20 de novembro de 1695 e morto a punhaladas. A sua cabeça foi decepada e remetida para Recife, onde foi coberta por sal fino e espetada em um poste até ser consumida pelo tempo.

Terça-feira, Novembro 18, 2008

O “BOOM” dos Tablóides

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Jornal Tablóide e Jornal Standard.

Os jornais tablóides de Manaus começaram a se destacar na cidade principalmente pelo preço acessível. Mas, por que criar essa vertente no jornalismo manauense? Custo baixo? Melhor conteúdo?

Standard é um jornal maior, com grande quantidade de páginas e cadernos, já o tablóide é metade do standard e não é dividido em cadernos.

Quem nunca ouviu falar nos tablóides ingleses?

The Sun, Mirror, Daily Mill e outros.

Vale a pena fazer uma comparação entre os diferentes tablóides e Standards que estão circulando por aí.

A Crítica

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Manaus Hoje (tablóide): R$0,50

A Crítica (Standard): R$1,50

No jornal A Critica, a maioria das matérias não está no tablóide “Manaus Hoje”, principalmente as noticias relacionadas à economia e política. Geralmente, apenas uma página é dedicada a essas categorias, na editoria “Geral”.

O tablóide “Manaus Hoje” está dividido em: Cidades, Geral e Diversão.

Cidades: chuva, trânsito, violência, etc (é possível incluir Policia nessa categoria).

Geral: economia e mundo.

Diversão: esportes, novela, filme, eventos locais e etc.

Fotos: podem ser iguais no standard e no tablóide ou podem ter apenas ângulos diferentes de um mesmo assunto.

Diário do Amazonas

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Dez Minutos (tablóide): 0,25

Diário do Amazonas (standard): 1,50

Diferente do Diário do Amazonas, no qual predomina a editoria de cidades, o tablóide “Dez Minutos” prioriza a página de polícia, cidades, economia e serviços, gerando capas inusitadas, como, por exemplo, as manchetes: “Deu bobeira – Motorista visita delegacia e acaba preso por estupro”; “Tiroteio deixa um cão morto e outro ferido”.

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O jornal tablóide faz um resumo do standard e publica as principais matérias de interesse “popular” (como se autointitula): “seu bolso” é um sinônimo para Economia, “meio campo” para Esportes. Há também um espaço para “curiosidades”, ou seja, para notícias inusitadas, como: “Rapaz é enterrado e depois aparece vivo” e “Mais de 123 horas assistindo filmes”.

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O tablóide também informa aos leitores: chegadas e saídas de embarcações regionais no porto, decolagem e pouso de aeronaves nos aeroportos, e telefones úteis. O jornal premia com R$ 50 reais o leitor que for flagrado e fotografado lendo a publicação.

Há poucas páginas com anúncios.


Em Tempo

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A tarde (tablóide): GRATUITO

Em tempo (standard): 1,00

Levando em consideração a GRATUIDADE do Jornal Tablóide “A tarde” e a distribuição nos principais terminais de ônibus da Baricéa, o tablóide do Em Tempo faz um resumo das matérias do dia do standard, e possui uma seção chamada “notícias do Pará”. Por que será? Não existe essa página no jornal standard…

Será que o número de migrantes do Estado vizinho aumentou ou é algum tipo de estratégia de marketing?

Páginas inteiras com anúncios.

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Comparação entre os Tablóides

Não há muitas diferenças entre os jornais tablóides, a não ser pela linha editorial seguida pelos Standards que os apóiam. Os tablóides costumam trazer uma mulher no canto inferior direito ou esquerdo, com chamadas sobre futebol e eventos. O destaque é, geralmente, para noticias relacionadas à cidade (violência, chuvas e etc):

“Maníaco do Busão” (Hoje)

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“O que está por trás da baixaria?” (A Tarde)

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“Motorista visita delegacia e acaba preso por estupro” (Dez Minutos)

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Editorias

Hoje: cidades, geral (economia, mundo), diversão.

10 minutos: cidades, polícia, mundo e Brasil, diversão.

A Tarde: Atualizando (1 página), cidades, noticias do Pará, Política (1 página), Economia (1 página), Brasil e mundo (1 página) , diversão.


Conclusão

O que mais chama atenção é o tratamento dado à noticia, completamente diferente entre o tablóide e o standard. O titulo é o que chama mais atenção:

“Chove chuva…sem parar” (Hoje)

“Casas correm risco com deslizamento de terras” (A Critica)

A maior parte dos jornais tablóides publica noticias relacionadas a cidades (inclui-se policia nessa categoria). As editorias de política, economia, Brasil e mundo costumam ocupar pouco espaço, entretanto, o entretenimento ocupa metade da publicação (inclui-se esportes, novelas, filmes, fofocas, alguns eventos e etc). São jornais popularescos, que apresentam pouca ou nenhuma propaganda publicitária. São mais coloridos. A noticia é a mesma, mas o tratamento é diferente. O texto do jornal tablóide apresenta um tom irônico mais acentuado, esculachado e satirizado, enquanto o standard é mais sério.


Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Perdido na Baricéa – O saxofonista

Por Alana Santos e Fabíola Abess

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As pessoas passam apressadas enquanto o saxofonista toca. Com um chapéu e um colete colorido, desperta a curiosidade dos que passam em frente ao edifício Manaus Shopping Center, na Avenida Eduardo Ribeiro, Centro.

Chapéu diferente, colete colorido. Chama atenção. Carioca do Méier, 68 anos, há 25 em Manaus, Jair Pereira Marques, ou simplesmente Dom Carioca, é mais um personagem da Baricéa Desvairada. Chegou a Manaus para trabalhar com vendas, mas não conseguiu deixar a música, “a música é uma coisa que a gente sente muita falta”, disse. Jair toca saxofone e flauta desde os 16 anos. Ele faz shows com o grupo Dom Carioca e Banda Celebridades em alguns estabelecimentos da cidade e participa de eventos.

Para falar com Dom Carioca: (92)9616-6281

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Quarta-feira, Novembro 5, 2008

Laborum Meta (a meta do trabalho)**

Por Alana Santos e Fabíola Abess

Uma câmera simples na mão e uma pauta para cobrir: o dia dos finados nos cemitérios de Manaus.

O que as pessoas fazem em um cemitério, além de acender velas e rezar pelos entes queridos?

Comercializam, pedem dinheiro, pregam, fazem um pouco de marketing político e pessoal…

- Areeeiiiiiiiaaaa…

- Cocaaaaaa, fantaaaaa, águaaaaaa…


O cemitério

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O Cemitério São João Batista foi inaugurado em 5 de abril de 1891 pelo médico Aprígio Martins de Menezes, sepultado no dia 19 do mesmo mês.

Em 1905, o Superintendente Municipal Adolpho Lisboa mandou construir um muro de alvenaria, um gradil e pórticos de ferro fundido, fabricados em Glasgow, na Escócia.

GARCIA, Etelvina. Manaus, Referências da História: 2ª edição revisada. Manaus. Editora Norma. 2005.

A beleza do mórbido

O cemitério está deixando de ser apenas um local visitado pelas pessoas que perderam um ente querido. Há uma importância cultural e arquitetônica, porque lá estão sepultadas figuras importantes da política, das artes e da cultura de um lugar, assim como as construções que identificam uma época.

Alguns cemitérios já estão inseridos nos roteiros turísticos de algumas cidades, como o cemitério Père Lachaise em Paris, e o Cemitério Nacional de Arlington, em Washington, onde estão os túmulos dos soldados mortos nos combates das duas grandes guerras mundiais e do Presidente John Kennedy. Em São Paulo, o túmulo de Ayrton Senna é visitado pelos turistas que chegam à cidade.

Na Baricéa não é diferente. Há um projeto da prefeitura para transformar o cemitério São João Batista em um corredor cultural, com visita de turistas e estudantes. O objetivo é a educação patrimonial para a conservação dos bens.

Os gradis e os vitrais, assim como algumas sepulturas, já estão sendo restauradas. É possível encontrar beleza e valor em coisas que muitas vezes passam despercebidas. Lá você pode encontrar uma lápide, um túmulo e, principalmente, histórias bem interessantes.

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O rabino

O blog Baricéa Desvairada encontrou o pesquisador Arieh Lins da USP, que estava entrevistando os visitantes do cemitério São João Batista. Ele está fazendo uma pesquisa de doutorado sobre a Emigração Judaica na Amazônia e contou um pouco da história do rabino Muyal.

O rabino Shalom Imanu – El Muyal morreu no dia 12 de março de 1910 em Manaus. O rabino morreu de febre amarela e, como na época não existia um cemitério israelita na cidade, foi sepultado no cemitério católico São João Batista.

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Depois de alguns anos, placas começaram a aparecer na sepultura do rabino para agradecer por graças alcançadas. Com o tempo, o costume judaico de colocar uma pedra sobre a sepultura também foi adotado, por causa disso a comunidade judaica percebeu que El Muyal tinha virado um santo para os católicos de Manaus.

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Em 1980, o sobrinho do rabino, Eliahu Muyal, membro do Parlamento de Israel e Vice Ministro dos Transportes, tentou transferir os restos mortais do tio para Israel através do professor Samuel Benchimol, presidente da comunidade israelita no Amazonas. Mas o pedido não foi aprovado. A transferência do corpo do rabino poderia causar uma revolta na população católica da época.

Outros personagens

A santa

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Etelvina nasceu no Ceará e veio para Manaus com o pai, na época da extração da borracha, entre 1860 e 1910. Ela foi assassinada por um homem que, em seguida, cometeu suicídio. Ele era apaixonado por Etelvina. Os corpos foram encontrados em forma de cruz. Santa Etelvina nunca foi canonizada pela Igreja Católica.

A foliã

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Ária Ramos foi uma violinista no periodo áureo da borracha. Ela foi assassinada, acidentalmente, em 1915, em um baile no Ideal Clube, em Manaus. Um dos rapazes apaixonados por ela começou a brigar com o outro, quando tirou uma arma e disparou, atingindo por engano Ária Ramos. Ela foi enterrada no cemitério São João Batista e uma estátua foi erguida no local.


**Laborum Meta: inscrição encontrada no pórtico do cemitério São João Batista.

Terça-feira, Outubro 28, 2008

O povo tem o governo que merece

Por Alana Santos e Fabíola Abess

**por falta de recursos mais sofisticados, o blog optou pelo PAINT.

123 mil eleitores são responsáveis pelos próximos quatro anos do novo governo da prefeitura de Manaus.

Amazonino Mendes retorna depois de 20 anos no poder, e quais os argumentos dos eleitores do “negão”?

- “Ladrão por ladrão, voto no negão”

- “Ele é humano”

- “A vitória dele vai ser boa para as mulheres”

(argumentos colhidos na baricéa desvairada)

Esse é o resultado de um populismo construído em 20 anos de “política”. E, pelo menos para os eleitores do vencedor, Manaus está mais uma vez na expectativa de boas novas.

Mas, como exigir mudanças se daqui a quatro anos a maior parte dos eleitores sequer vai lembrar em qual vereador votou?

Não se trata apenas de um candidato ou outro, mas de voto consciente. O país não será transformado se o analfabeto é obrigado a votar, nem se esse analfabeto continuar excluído do sistema educacional do próprio país onde mora.

A vitória de um candidato mostra a insatisfação com o prefeito em exercício ou a vontade de mudar e resgatar um modelo antigo de administração.

O povo tem o governo que merece. O povo não é burro, o povo apenas está confuso.

Quarta-feira, Outubro 22, 2008

Pontos de Manaus II

Por Alana Santos e Fabíola Abess

**Todas as fotos foram feitas para um trabalho da matéria Fotojornalismo, da Universidade Federal do Amazonas.

Relógio Municipal

Palácio Rio Negro

Ponte da 7 de setembro